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Google e Microsoft fazem mistério sobre adaptação para a reforma ortográfica

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Com as novas normas ortográficas, os usuários de corretores ortográficos, como o do Word, da Microsoft, ou o do Gmail, do Google, podem ter de deixar de lado a ferramenta. As duas empresas prometem se adaptar às regras de escrita nos prazos estipulados pelo governo - ou seja, até o fim de 2012, quando termina o período de transição -, mas não dão detalhes nem datas das mudanças.


Escrever ideia (sem acento) no Word é uma tarefa bem chata com o corretor ortográfico ligado. O usuário precisa retirar o acento, que o software, teimoso, coloca automaticamente.
 
Desligar o corretor é uma alternativa que não agrada a todos. O jovem Henry Nakasone, de 19 anos, é um dos que devem sofrer sem a ferramenta. "Uso bastante o corretor do Word, principalmente para trabalhos da escola", diz.


Já sua amiga Luísa Bertoli, 18 anos, terá menos problemas para se acostumar: "Não confio muito nos corretores e trabalho com eles desativados. Prefiro escrever por mim mesma", afirma.


O que dizem as empresas


O Google informou por nota que "fará os ajustes nas páginas e nas ferramentas de revisão ortográfica gradualmente, dentro do prazo estipulado pelo governo para que toda a reforma seja feita", mas não dá mais detalhes nem uma data para ter o corretor adaptado.


A Microsoft, em nota do gerente de produtividade e colaboração no Brasil, Eduardo Campos, diz que está adequando o pacote Office. "Ainda não há data definida para a atualização estar disponível ao consumidor final, mas o compromisso da empresa é oferecer a atualização no corretor ortográfico, de forma gratuita, dentro do prazo estabelecido pelo governo, que termina em 2012", afirma.
O acordo


De acordo com o decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, até 2012 valem as duas formas de escrever: a antiga e a nova. No Ano Novo começa o chamado "período de transição". Portugal, que também aprovou o acordo ortográfico adotará as novas regras até 2014.


Nem todas as mudanças estão definidas. Ainda há exceções - por exemplo, no uso do hífen - que deverão ser discutidas entre as Academias de Letras dos países que falam a língua portuguesa. Espera-se que a Academia Brasileira de Letras organize um vocabulário até fevereiro de 2009.

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