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Produtora de 'Guitar hero' diz que Brasil é prioridade na América Latina

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Na luta pelo posto de maior produtora de games do mundo, a Activision começa a atacar novos mercados. Dona de marcas como "Call of duty" e "Guitar hero", a empresa se uniu à Vivendi, de "World of warcraft", e agora considera o Brasil a prioridade na América Latina a partir de 2009.


John Dillulo, diretor da Activision Blizzard entre os latinos, esteve em São Paulo nesta quinta-feira (8) para uma apresentação informal à imprensa. O executivo traçou uma perspectiva da produtora no país, elogiou o povo (e a comida), mas evitou detalhes operacionais. Distribuição de jogos de computador? Escritório próprio? Redução de preços? Segundo Dillulo, ainda é cedo para tocar nesses assuntos. A garantia, pelo menos a curto prazo, é de que a situação deve melhorar para o consumidor.


Nas palavras de Luiz Pasos Paredes, diretor da IDG, empresa de consultoria que será "os olhos, os braços e o cérebro" da Activision Blizzard no Brasil, significa que o jogador vai encontrar nas lojas os lançamentos atuais e em quantidade suficiente. Ele conta que viu lojas, na temporada do Natal, sem lançamentos como "Call of duty: world at war" ou o pacote completo, com todos os instrumentos, de "Guitar hero: world tour". A intenção da Activision Blizzard no país é melhorar esse cenário.


Exemplo mexicano


Luiz, ex-executivo da Microsoft, atuou no lançamento oficial do Xbox 360 no Brasil em 2006, e veio ao país depois de experiências no México. John, com mais de 10 anos de Activision, também atuou no México nos últimos três anos e confirma a tendência: o mercado de games no Brasil tem semelhanças com o do país do presidente Felipe Calderón. Altas taxas e pirataria são alguns dos fatores apontados pelos executivos.


A diferença, segundo John Dillulo, é a paixão do brasileiro. "Vocês amam futebol, dança e música", diz ele, que vem ao país pela primeira vez. John destacou a importância de produzir séries de vida longa, como "Call of duty", para agregar mais jogadores a cada nova versão. "Você precisa ter consumidores fiéis", disse. O executivo não revelou, porém, detalhes da operação no Brasil. "Para ser sincero, nossa operação ainda é pequena", afirmou.


Atualmente, jogos da Activision para computadores são distribuídos pela Electronic Arts no Brasil - principal rival na luta pelo lugar de maior produtora do mundo. "World of warcraft", RPG on-line com mais de 11 milhões de assinantes, produzido pela Blizzard, é um dos mais populares no Brasil, apesar de não ter sido lançado aqui, exigindo pagamento em dólar. Jogos para os consoles da nova geração, como o recente "Guitar hero: world tour", chegam ao país custando mais que o dobro do equivalente ao preço original em dólar. São questões assim que a Activision Blizzard pretende abordar nessa "fase oficial" no Brasil.


Apesar de ainda não ter respostas a essas questões, John mostrou, pelo menos, senso de humor, ao alertar já no início da conversa: "se eu não puder responder a alguma pergunta, vou dizer: 'essa é uma pergunta muito boa'". E, acredite, a apresentação foi rica em perguntas muito boas.

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