dothCom Consultoria Digital
Publicado em 22/01/2009 às 17:17
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
A tempestade que começou com as notícias sobre a saúde de Jobs continua a crescer. Agora a U.S. Securities and Exchange Comission (SEC, agência federal norte-americana que fiscaliza e regulamenta o mercado de valores mobiliários, comparável à CVM brasileira) examina a conduta da Apple, para "assegurar que investidores não foram enganados", diz a Bloomberg:
Reguladores dos EUA estão examinando as manifestações da Apple sobre os problemas de saúde do CEO Steve Jobs, para assegurar que investidores não foram enganados, disse uma pessoa familiar com o assunto.
A inspeção da Securities and Exchange Comission não significa que os investigadores tenham visto evidência de mau procedimento, disse a pessoa, que se recusou a ser identificada, pois o inquérito não é público.
David Scheer e Connie Guglielmo, da Bloomberg, citam James Cox - professor de direito da Duke University em Durham, Carolina do Norte -, que diz não ser surpreendente a atitude da SEC, dada a pressão de acionistas e opinião pública. Desnecessário dizer, todo mundo está particularmente sensível ao trabalho da comissão, considerando o atual clima econômico e os últimos escândalos, como a suposta fraude de US$ 50 bilhões de Madoff.
Em 30 de dezembro de 2008, o Gizmodo publicou um artigo sobre o rápido declínio da saúde de Steve Jobs no ano passado, citando uma fonte 100% previamente confiável.
O rumor, que causou uma queda abrupta das ações da Apple, foi imediatamente respondido ao vivo na CNBC pelo chefe da sucursal da rede no Vale do Silício, Jim Goldman, que atacou a reportagem do Gizmodo, chamando-a de "lixo sem fonte" e argumentando que os investidores deveriam continuar a comprar ações normalmente porque suas fontes internas lhe contaram que Steve Jobs estava em "perfeita condição de saúde".
No passado, Goldman trabalhou para Steve Dowling, ex-chefe da sucursal da CNBC no Vale do Silício, que hoje está no Corporate Public Relations (relações públicas corporativas) da Apple, sob as ordens da vice-presidente de Worldwide Corporate Communications (comunicação corporativa mundial), Katie Cotton. Cotton não fez comentários sobre a nossa matéria original, quando foi contatada 24 horas antes de ela ser publicada.
Logo antes da palestra da Macworld, Jobs confirmou os problemas em uma carta aberta à comunidade da Apple, na qual dizia que seus médicos acreditavam ter chegado ao fundo de seus problemas de saúde - um desequilíbrio hormonal - e que ele recentemente começara o tratamento para resolver a situação. Afirmava ainda que continuaria como CEO da empresa até sua recuperação total, na primavera norte-americana.
No entanto, em 14 de janeiro, Jobs admitiu que seus problemas de saúde eram piores do que ele pensara e abdicou da posição de CEO, com Tim Cook assumindo seu posto "temporariamente".
A Bloomberg News afirma que a corrente de acontecimentos está fazendo algumas pessoas questionarem o modo como a Apple lidou com a revelação de informações que se acredita serem cruciais para o futuro da empresa e que, portanto, afetam seu valor.
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