Tecnologia
Jogos para dispositivos móveis, como celulares e iPhone, são uma das apostas da indústria brasileira de games para conquistar espaço no mercado internacional.
No C.E.S.A.R (Centro de Estudos Avançados do Recife; www.cesar.org.br), empresas desenvolvem games para fabricantes de celular, como Samsung, LG, Motorola e Nokia.
"O centro tem realizado pesquisas em tecnologias como 3D, reconhecimento de face, funcionalidades para portadores de necessidades especiais, acelerômetro, touchscreen e Bluetooth para utilização em jogos", diz o executivo-chefe do C.E.S.A.R, Sérgio Cavalcante.
Segundo ele, nos últimos sete anos, o centro fez jogos para plataformas J2ME, Brew e Flash Lite, jogos multijogadores, puzzle, simuladores, de esporte, aventura, corrida e ação.
A experiência na área levou à criação da empresa Meantime (www.meantime.com.br), que mantém parceria com operadoras do Brasil e já desenvolveu jogos sobre "Big Brother", Ronaldinho Gaúcho e Ayrton Senna --e tem produtos distribuídos nos EUA, na Europa, na Ásia e na América Latina.
"A nossa abordagem é tentar não disputar atenção com a concorrência, mas sim estar onde ela não está, de formas diferentes", diz Guilherme Cavalcanti, diretor-presidente da empresa.
Para Cavalcante, o mercado de games no Brasil "é diferente de tudo e tem a cara do mercado de games do futuro". "Quem melhor se posicionar aqui hoje, melhor saberá vender games em qualquer lugar do mundo no futuro. Essa batalha não será travada no front da tecnologia e sim no front do modelo de negócios", diz.
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