dothCom Consultoria Digital
Publicado em 04/04/2009 às 13:56
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
O mercado de games é dominado por grandes estúdios, como Electronic Arts, Ubisoft e Activision. Franquias de sucesso, como Xbox e PlayStation, não são oficialmente comercializadas no Brasil --a Sony anunciou no fim do ano passado que planeja produzir o PlayStation no Brasil, mas não revelou a partir de quando.
"O Brasil tem alguns impostos muito negativos para o crescimento local da nossa economia criativa", afirma Bertrand Chaverot, diretor da Ubisoft Brasil.
"Impostos altos sobre os software de videogames impedem o crescimento dessa indústria e favorecem a pirataria, o que significa favorecer crime e sonegação", diz.
Pesquisa mais recente sobre o mercado, feita pela Abragames, contabilizou 42 empresas que produzem software para jogos eletrônicos no Brasil --tanto jogos quanto parte deles. Elas estão mais concentradas em São Paulo.
O PIB (Produto Interno Bruto) do setor é de R$ 87,5 milhões --43% da produção nacional é destinada à exportação, enquanto quase 100% do hardware fabricado se destina ao mercado interno, segundo a pesquisa.
O faturamento da indústria brasileira representa apenas 0,16% do faturamento mundial com jogos eletrônicos.
De acordo com a pesquisa, "o mercado interno fortemente afetado pela pirataria e pela importação ilegal faz a indústria nacional depender principalmente de exportação".
Artistas gráficos e programadores são os perfis profissionais mais comuns no setor de games. Eles costumam ganhar salários médios de R$ 2.272.
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