Tecnologia
dothCom Consultoria Digital
Publicado em 27/07/2009 às 08:58
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
À primeira vista, os celulares japoneses são o sonho do amante de eletrônicos: prontos para acessar internet e e-mail, eles acumulam função de cartões de crédito e calculadoras da proporção de gordura no corpo. Mas é difícil encontrar alguém em Chicago ou Londres usando um aparelho de marcas japonesas, como Panasonic ou Sharp.
Apesar de estarem há anos no mercado, a presença dos fabricantes japoneses de telefones é pequena fora da sua terra natal. "O Japão está anos à frente em termos de inovação. Mas não foi capaz de transformar isto numa vantagem comercial", diz Gerhard Fasol, presidente da Eurotechnology Japan, uma firma de consultoria em TI.
Os japoneses deram um nome ao problema que enfrentam: síndrome de Galápagos. Os celulares japoneses são como as espécies endêmicas que Darwin encontrou nas Ilhas Galápagos - incrivelmente evoluídos e diferentes dos seus primos continentais - explica Takeshi Natsuno, que leciona em Tóquio.
Este ano, Natsuno reuniu alguns dos melhores cérebros do ramo para debater a expansão global dos celulares japoneses. "As pessoas comuns do país possuem um telefone super avançado. Por isso perguntamos: será que o Japão não pode se valer desse diferencial?"
A única marca japonesa de celulares com fatia expressiva do mercado mundial é a Sony Ericsson, mas é uma joint venture entre um fabricante japonês e um sueco. A sua participação no mercado era de 6,3% no primeiro trimestre de 2009, atrás da finlandesa Nokia, das sul-coreanas Samsung e LG.
A discreta influência japonesa no mercado global é mais surpreendente porque seus celulares são responsáveis por quase todas as inovações: acesso ao e-mail, em 1999, telefones com câmeras, em 2000, redes de terceira geração, em 2001, downloads completos de música, em 2002, pagamentos eletrônicos, em 2004, televisão digital, em 2005.
Há no Japão 100 milhões de usuários de smartphones de terceira geração, o dobro do número registrado nos EUA, onde o mercado é muito maior. A indústria dos celulares do Japão se voltou para o mercado interno. Nos anos 90, os fabricantes japoneses estabeleceram um padrão para a rede de segunda geração rejeitado no restante do mundo.
As operadoras criaram serviços restritivos de acesso à internet, o que incentivou o desenvolvimento do comércio eletrônico e de conteúdo no país, mas aumentou o isolamento em relação ao mundo. Em 2001 chegou a terceira geração, mas o restante do mundo não teve a mesma pressa, o que fez telefones japoneses avançados demais para a maioria dos mercados.
Flagrante
Ele fugiu para Aquidauana após ser perseguido por funcionários do supermercado; peças furtadas foram avaliadas em mais de R$ 210,00
Eventos
Evento acontece na Praça Garibaldi Medeiros; programação inclui presença do Grupo Nosso Balanço
Voltar ao topo