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Setor de eletroeletrônicos fatura 13% menos no 1º semestre

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A receita do setor de eletroeletrônicos caiu 13% no primeiro semestre na comparação com a primeira metade do ano passado, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (24) pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee).


Além da base forte registrada no período pré-crise em 2008, o setor sofreu com exportações 28% menores de janeiro a junho e com vendas fracas principalmente no primeiro trimestre.


No ano, o faturamento do setor deve cair 2% na comparação com 2008, para R$ 121 bilhões, segundo Humberto Barbato, presidente da Abinee. De acordo com ele, porém, o declínio pode chegar a 5% se a retomada for modesta no segundo semestre.


No caso das vendas externas, as estimativas apontam receita de US$ 7 bilhões, uma queda de 29% ante 2008. Mas como as importações também devem cair 31%, para US$ 22 bilhões, o déficit comercial do setor deve encolher de US$ 22,1 bilhões para US$ 15 bilhões.


O câmbio valorizado também impacta as previsões. Se o faturamento total do setor cair 2% neste ano, como previsto, em dólares a receita deverá ser 10% inferior, somando US$ 60 bilhões.


Vagas


Na primeira metade deste ano, o setor fechou 7 mil postos de trabalho, passando de 162 mil trabalhadores no primeiro semestre de 2008 para 155 mil empregados no final de junho último.


A Abinee acredita que esse número deve se estabilizar daqui para frente. Essa projeção de manutenção do contingente atual de mão de obra depende de recuperação das compras por parte dos consumidores e também de novos investimentos. "Algumas obras atrasadas podem acabar deslanchando", diz Barbato.


Segmentos


Dos oito segmentos de eletroeletrônicos, o que mais sofreu no período de janeiro a junho foi o de material elétrico de instalação, cuja receita caiu 29%. Segundo a Abinee, essa área não reagiu ainda aos incentivos do governo para compra de casa própria, mas espera-se que daqui para o final do ano uma retomada permita que o segmento feche 2009 com uma baixa mais modesta, de 5%.


Em informática, que responde pela maior fatia de receita do setor, as vendas caíram 7% no primeiro semestre, pressionadas pelo ajuste de estoques nos primeiros três meses do ano, mas as encomendas já voltaram a ocorrer e a expectativa é de que, ao final deste ano, o faturamento fique estável ante 2008, em R$ 35,2 bilhões.


Em telecomunicações, a baixa, que foi de 15% até junho, deve diminuir pela metade até dezembro, para um faturamento 7% inferior ao de 2008. Considerando apenas celulares, a Abinee diz que o volume de negócios ainda está muito baixo e que a queda de produção é estimada em 40% na primeira metade deste ano.


As vendas de produtos de automação industrial viveram de pedidos em carteira feitos antes do agravamento da crise internacional. Mesmo assim, houve queda de 12% no faturamento do segmento. Daqui até dezembro, no entanto, a associação conta com uma recuperação que permita um fechamento de ano com aumento de 1% nas vendas em relação a 2008.


A previsão é positiva também para equipamentos industriais, segmento que pode ter alta de 2% faturamento no ano, após amargar queda de 20% nos primeiros seis meses deste ano.


No caso do segmento de componentes, a queda acumulada foi de 20% também, mas as perdas podem ser diminuídas para 6% até dezembro. No subsetor de geração, transmissão e distribuição de energia (GTD), a associação acha que 2009 pode terminar no zero a zero em termos de faturamento, o que já seria uma vantagem tendo em vista o cenário de crise. No período de janeiro a junho, esse segmento registrou a menor queda de receita, de 3% ante o mesmo intervalo de 2008.

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