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Celular da Nokia N97 com controle de toque na tela chega atrasado e caro ao Brasil

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O Nokia N97 (www.nokia.com.br) veio para o Brasil disputar a atenção dos amantes do controle com toque na tela com o iPhone e o Samsung Jet. No desafio, o celular da Nokia tem uma vantagem: o teclado QWERTY deslizante, que dispensa o teclado virtual. Apesar disso, ele não desbanca a sensibilidade ao toque do telefone da Apple.


O aparelho chega ao país cerca de oito meses depois de ser lançado no exterior --para se ter uma ideia, já foi lançada até a versão míni dele fora do país. E é preciso desembolsar R$ 2.399 (preço sugerido, sem os possíveis descontos feitos pelas operadoras).


Realizando as funções básicas, o N97 funciona bem. Para discar números, é preciso apenas um toque e, se seu contato estiver selecionado como favorito, o processo é ainda mais rápido --dá para exibir seus favoritos na tela principal.


Apesar disso, a busca por outros contatos (os não favoritos) em uma lista depende de um scroll --botão de rolagem--, que nem sempre responde bem quando a tela está sendo mostrada na horizontal.


A tela principal (sensível ao toque e de 3,5 polegadas) é um dos pontos fortes do aparelho. Você escolhe e organiza os widgets do jeito que achar melhor -e existem boas opções. O acesso fica fácil, mas saiba que precisará de um farto plano de dados (ou conexão Wi-Fi) para manter a tela funcionando completamente.


Um dos widgets de destaque é o do Facebook, que mostra dados do perfil. O programa funciona bem --e acessa a rede social com rapidez--, mas a sincronia entre o que acontece no telefone e na internet ficou defasada em alguns testes. O telefone não lia imediatamente o que havia acontecido.


O aparelho tem um bom design e não risca com facilidade, mas a bateria é tão difícil de ser retirada que pode até dar medo de quebrar o caro telefone.


Câmera


Na parte traseira do produto, fica a câmera de 5 Mpixels, que faz boas fotos e é ativada no momento em que se abre a "capa" da lente --cuidado, o espaço para movimentar a capa junta poeira fácil. As fotos só apresentaram problemas quando feitas por meio da função Upload do Facebook. Algumas vezes, a imagem era processada, mas não ia para a rede.


O teclado físico também é ponto forte, com teclas espaçadas e confortáveis. Mas a posição da tecla espaço e da que ativa as letras maiúsculas pode atrapalhar no começo --é preciso um tempo de adaptação.


A navegação do celular é intuitiva, e o menu funciona com clique duplo, o que evita erros.


O acelerômetro é bom, mas não é ótimo. Por vezes, não detecta a posição real do produto e é necessário abrir o teclado para que a tela fique horizontal.


O travamento do telefone, feito com um botão lateral, é inteligente, mas falta sincronia entre o botão e a luz do aparelho. Algumas vezes, o aparelho demora demais para acender a luz após o destravamento.


E-mails, mapas e navegação na internet funcionam bem. Além disso, existem programas que levam diretamente a sites como YouTube, Amazon e Qik.


O celular tem a boa memória de 32 Gbytes (expansíveis) e conexão 3G, Wi-Fi e Bluetooth. A bateria durou quatro dias nos testes.

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