A realidade virtual é uma promessa há já vários anos, desde que foi apresentada pela primeira vez mas, especialmente, pelas potencialidades que transmite e se julgam possíveis.
Atualmente, já existem diversos equipamentos que são compatíveis com algum meio de transmitir esta nova tecnologia, desde smartphones a TV?s ou até consoles, como a PlayStation que tem o seu VR com um grande potencial e investimento.
Contudo, tal como se passou com outras inovações tecnológicas recentes, podem haver alguns entraves a que esta tecnologia se desenvolva tão rápido quanto esperado, uma vez que, por esta altura, já seria de esperar que esta tecnologia estivesse mais difundida no mercado. Foi o caso, por exemplo, dos televisores 3D que acabaram por não ter o sucesso esperado, porque eram muito dispendiosos, requeriam equipamentos extra como os óculos e acabavam sendo pouco práticos. Isso levou a que outras tecnologias surgissem e tivessem cativado mais pessoas como até as transmissões 360o. Isso pode ser um entrave a esta tecnologia porque requer um equipamento extra e, pelo menos por enquanto, é bastante dispendiosa. Ainda assim,
a tecnologia 3D era apenas uma maneira de visualizar um pouco diferente e sem qualquer interação, enquanto que a realidade virtual permite a que o utilizador ou jogador se ?transporte? para o mundo e jogue como se fizesse parte dele, e interaja com esse mundo.
Por isso é que esta tecnologia apresenta um potencial, como nunca antes visto até então, mesmo sendo dispendiosa e necessitar de equipamentos extra, porque abre portas a uma forma completamente nova de entretenimento e uma revolução em jogos e filmes. Apesar de ainda não existir assim tanto conteúdo, várias empresas estão a criar cada vez mais e com funcionalidades online, estão também a ser desenvolvidos mais equipamentos para tornar esta experiência completamente revolucionária.
É o caso de luvas especiais que permitem tocar em coisas e interagir com elas na realidade virtual e obter sensações através das mesmas, cadeiras que se ajustam ao posicionamento do personagem da realidade virtual, para permitir uma experiência muito mais imersiva e limitar alguns dos riscos de as pessoas poderem cair enquanto disfrutam desta tecnologia.
Se pensarmos nisso, alguns jogos e, sobretudo os online, vão ter uma grande revolução em breve e
alguns sites de pôquer online já estão apostando em desenvolver aplicações para essa tecnologia, tal como algumas editoras e produtoras dos principais games da atualidade, como é o caso da Sony que já tem um departamento apenas dedicado a criar conteúdo para esta nova plataforma. Mas também para os filmes e transmissões televisivas, em que pode levar os espetadores a ?viajarem? no local e estarem presentes em determinados eventos, sem saírem de casa.
As possibilidades são tantas e tão revolucionárias que, dificilmente, uma tecnologia pode ter revolucionado tanto o entretenimento e pode ser colocada ao mesmo nível da televisão ou da internet. Contudo, para se poder desenvolver como se espera, é necessário que haja uma acessibilidade maior à tecnologia e uma capacidade de ajudar, não apenas no entretenimento, algo que várias empresas tecnológicas gigantes como a Google, Apple, Facebook,
Sony ou LG estão apostando cada vez mais. Por tudo isso, acreditamos que 2017 será o ano em que esta tecnologia dará o tão esperado salto e se irá tornar numa revolução do entretenimento.