dothCom Consultoria Digital
Publicado em 19/09/2007 às 10:12
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
Eles são jovens e pagam sem negociar o preço. Preferem cubanas, quenianas e venezuelanas às orientais. Alguns não perguntam a idade daquelas que quase sempre ainda não completaram 18 anos. Outros solicitam abertamente meninos e meninas com menos de 12.
Segundo a ECPAT, uma organização internacional de combate a prostituição infantil, este seria o perfil médio dos cerca de cem mil italianos que praticam o turismo sexual em todo mundo.
Segundo o presidente da ECPAT na Itália, Marco Scarpati, os italianos são responsáveis por cerca de 20% das propostas de prostituição infantil no Quênia --onde apenas os próprios quenianos representam porcentagem maior. Situação semelhante se repete na Venezuela, em Cuba, no Brasil e na Tailândia.
Mundialmente, os italianos são precedidos pelos norte-americanos, alemães, franceses e australianos. Dados bastante flexíveis, uma vez que são "aferidos a partir das respostas dos meninos e meninas quando nossos pesquisadores perguntam a nacionalidade do cliente", afirmou Scarpati.
No último encontro europeu contra a exploração sexual de menores, em 2005, foram relatadas três características principais no fenômeno. A primeira é que os turistas são, em geral, jovens de 20 anos ou homens recém-separados, diferente do perfil mais idoso de alguns anos atrás.
A segunda é que os destinos dos turistas mudam com rapidez, dependendo das condições oferecidas pelos países e a terceira é que o uso das novas tecnologias é relevante no crescimento do turismo sexual infantil.
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