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Projeto GEF Rio Formoso monitora a qualidade da água e do solo no município de Bonito

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De dia 22 até o dia 27 de outubro o engenheiro-agrônomo da Embrapa Agropecuária Oeste, Luís Carlos Hernani, e o engenheiro agrônomo da Agraer e coordenador técnico local do Projeto, Airton Garcez estarão reunidos em Bonito para dar andamento ao monitoramento dos indicadores da qualidade do solo e da água na Bacia Hidrográfica do Rio Formoso.


Durante os seis dias de trabalho os técnicos irão definir os pontos estratégicos onde será monitorada a qualidade da água e os possíveis locais para a instalação das Estações Hidrossedimentológicas que futuramente servirão para avaliar, em tempo real, a dinâmica de vazão, a pluviometria e a produção de partículas em suspensão. Estima-se que ao longo da bacia sejam escolhidos quinze lugares diferentes para a realização de monitoramento de parâmetros hídricos, sendo sete pontos no Mimoso, três no Complexo Anhumas - Taquaral - Formosinho e cinco nas bacias do Formoso e do Sucuri.


Nas amostras de solo serão avaliadas as qualidades física, química e biológica e, nas de água, as características físicas e químicas.
De acordo com Hernani esta atividade visa a acompanhar os impactos das ações de intervenção do GEF Rio Formoso sobre a qualidade do solo e da água. As avaliações serão realizadas antes, durante e depois do Projeto.


As determinações e coletas que serão realizadas a partir de agora, a cada três meses até maio de 2008 vão caracterizar a fase inicial de captação dos dados. As amostragens feitas após a implantação das ações de manejo e desenvolvimento sustentável definirão os impactos gerados durante as intervenções do GEF Rio Formoso, e o trabalho realizado posteriormente mostrará o que qualitativamente foi melhorado após o Projeto.


Informações sobre o projeto- O GEF Rio Formoso foi iniciado oficialmente em 2005 e atua para promover a conservação da biodiversidade da Bacia hidrográfica do Rio Formoso, por meio do manejo sustentável do solo e da água.


Com as ações do Projeto serão criadas, com a participação direta da comunidade, alternativas sustentáveis para o desenvolvimento das atividades econômicas no município (agropecuária e turismo). Além disso, o Projeto prevê a execução de processo de treinamento e educação ambiental que permitirão a continuidade dessas atividades sem degradar o meio ambiente mas, ao contrário, induzindo melhorias estáveis na qualidade de vida.


O Projeto financiado pelo Banco Mundial é coordenado pela Embrapa Solos (Rio de Janeiro) e conta com a participação das unidades Gado de Corte (Campo Grande - MS), Agropecuária Oeste (Dourados - MS) e Pantanal (Corumbá - MS). Também são executoras do projeto a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), Secretaria de Estado de Meio Ambiente das Cidades, do Planejamento, da Ciência e Tecnologia (Semac), Conservação Internacional (CI Brasil) e Fundação Cândido Rondon (FCR).


O Projeto possui ainda outros colaboradores e co-executores importantes como a Prefeitura Municipal de Bonito, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, o Instituto das Águas da Serra da Bodoquena (IASB), Instituto de Ensino Superior da Funlec (IESF) e apoio técnico e institucional do Ibama.

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