Turismo
dothCom Consultoria Digital
Publicado em 24/12/2007 às 09:37
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53

Restaurados, dois casarões da Esplanada Ferroviária - localizados na Avenida Calógeras, próximo da Mato Grosso - foram inaugurados pela Prefeitura de Campo Grande na noite de anteontem em clima natalino, com público de 300 pessoas. Entre eles, os ex-prefeitos Lúdio Coelho, Wilson Barbosa Martins, Nely Bacha e Heráclito Figueiredo. A solenidade começou às 20h, ao som da Orquestra Sinfônica Municipal com "norwegian wood", dos Beatles, e uma canção de Natal.
Durante a cerimônia, houve ainda show pirotécnico de 5 minutos e, por volta das 22h30min, com placas descerradas, aconteceram as primeiras visitações nos imóveis. O reencontro com o passado trouxe a esperança de que a história campo-grandense será preservada. "Aqui fica a certeza de que valeu a pena o investimento. Meu pai (professor José Barbosa) dizia que o povo precisa conhecer a sua história e acredito que muitos vão visitar essas casas", comentou o suplente de senador jornalista Antonio João Hugo Rodrigues, que assegurou, no Ministério do Turismo, a liberação de R$ 500 mil para restauração da primeira residência da via.
Esse imóvel foi construído pelo primeiro morador em 1936, o engenheiro da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), Aurélio Ibiapina. Em seguida, na mesma década, foi onde viveu o engenheiro Carlos Miguel Mônaco, que faleceu neste ano em janeiro com 96 anos. "Eu me lembro da casa, ela está igual", recordou o filho de Mônaco, Cleomar Miguel Mônaco, 67 anos.
Além da verba federal, esse casarão, segundo o arquiteto José Marcos Fonseca, com área de 500 m2 (pavimento e porão), recebeu mais R$ 150 mil do município. De acordo com o prefeito Nelsinho Trad, que na ocasião assinou e criou o Comitê Consultivo para o Desenvolvimento Municipal (Codem) de ex-prefeitos, essa residência será a sede do comitê e, também, extensão de seu gabinete, onde vai receber visitantes e realizar reuniões especiais. "Esse local será adequado para receber aqueles que vêm de fora", completou a primeira-dama Maria Antonieta Trad.
Nessa casa, segundo o arquiteto Ângelo Arruda, foram descobertos, debaixo de sete ou oito camadas de pinturas, desenhos de medalhas que foram recuperadas. A primeira-dama informou que, em curto prazo, o imóvel será aberto à comunidade em geral. "A Fundação de Cultura e Turismo está se organizando para colocar um guia e mostrar o que estava esquecido atrás das paredes", disse.
A casa vizinha, construção da década de 50, com investimento de R$ 450 mil, restaurada, será sede do Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul. "Durante 60 anos, aqui foi a alma de Campo Grande. A cidade viveu em função disso. O encanto desse local deveria ser mantido para o congressamento das famílias sul-mato-grossenses", comentou, professor Hildebrando Campestrini, presidente do instituto.
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