dothCom Consultoria Digital
Publicado em 20/02/2008 às 13:12
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
Estudar em um país de primeiro mundo, de economia sólida, de ensino vigoroso e conceituado é o sonho de boa parte dos jovens brasileiros. Para muitos, no entanto, este sonho já se tornou realidade, sobretudo para quem apostou na Austrália. De acordo com números divulgados no final do ano passado pelo Department of Immigration and Citizenship (DIAC) - Departamento de Imigração e Cidadania australiano - em um período de apenas 12 meses, 5.223 brasileiros se transferiram para o maior país da Oceania em busca de estudo. O número, medido entre julho/2006 e junho/2007, é considerado recorde e indicadores oficiais nos meses seguintes mostram contínua e crescente demanda.
Dos 5.223 estudantes brasileiros que se transferiram para a Austrália neste período, o DIAC aponta 3.957 matriculados em cursos de inglês; 760 em cursos vocacionais; 123 em cursos de graduação universitários; 312 em escolas de ensino fundamental e médio, 32 em pós-graduação para pesquisa, 38 em cursos extra-curriculares e 01 estudante com bolsa de estudo concedida pelo governo australiano.
Além da qualidade no ensino, o governo australiano também procura atrair o estudante para que obtenha uma profissão e se fixe no país. O motivo é simples: a Austrália obteve um grande crescimento econômico nas últimas décadas e agora corre o risco de ter sua economia estagnada caso não consiga mão-de-obra qualificada suficiente para, pelo menos, sustentar sua economia. Sua taxa de desemprego é uma das menores do mundo - entre 4% e 6% - e há oferta de empregos para quase 400 profissões.
Esta expectativa de estudar e seguir carreira na Austrália tem um outro aspecto que seduz o brasileiro: a segurança. Apesar de ser um país referência como potência econômica mundial e com qualidade de vida invejável, a violência é infinitamente inferior aos padrões brasileiros. O governo australiano investe pesado na prevenção a crimes internacionais e o país possui uma das mais baixas taxas de criminalidade do mundo.
De acordo com o especialista em imigração e diretor da MQuality - empresa australiana de consultoria de imigração -, MaCson Queiroz JP, não bastassem todas estas situações favoráveis, o governo australiano passou, a partir de setembro do ano passado, a oferecer novas e atraentes condições para que o estudante brasileiro fixe residência no país: "Isso inclui até mesmo eliminar a exigência de experiência profissional para a concessão de visto de residência permanente; além disso, mesmo aqueles que chegam sem nenhum conhecimento do inglês podem obter título de permanência no país e até o direito de trazer toda a família", explica.
Universitários
A Austrália também vem procurando formular parceria com universidades brasileiras. Recentemente, o programa de imigração de profissionais qualificados (General Skilled Migration Programme- GSM) estabeleceu condições de imigração que atingem e beneficiam diretamente estudantes de Minas Gerais.
Os graduandos e pós-graduandos de engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) agora tornaram-se elegíveis para obtenção de visto australiano para entrada e permanência em qualquer região do país por até 18 meses. Além disso, podem levar família, estudar inglês ou qualquer outro curso, trabalhar em período integral ou apenas fazer turismo.
"Como engenheiro e especialista em imigração australiana sou de opinião que esta é uma grande e única oportunidade que o governo australiano está concedendo ao Brasil, neste caso em particular aos graduados de engenharia da UFMG; nunca houve um visto tão fácil de ser obtido e com tantos benefícios como este de agora", comenta o diretor da MQuality.
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