dothCom Consultoria Digital
Publicado em 25/02/2008 às 09:06
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
Cinéfilos e viajantes já contam agora com o guia de viagens perfeito: um livro que reúne dezoito cidades para perambular de corpo e alma pelos cenários percorridos por seus heróis do cinema.
Nova York, Paris, Los Angeles, Londres, São Francisco, Barcelona, Buenos Aires, Madri, Roma, Berlim, Veneza, Moscou, Hong-Kong, Istambul, Viena, Sydney, México DF e Tóquio são, nessa ordem, por onde Rafael Dalmau e Albert Galés levam pelas mãos o leitor em seu livro "Cidades do Cinema", editado por Raima Edicions.
Esses dois historiadores da Sétima Arte já preparam o segundo volume da coleção que inauguraram com "Cidades do Cinema", com a pretensão de chegar a quinze títulos, segundo informou Dalmau à Agência Efe.
"Cidades do Cinema" é mais para turismo em casal ou em família, enquanto "Rotas do Cinema", o livro que esperam publicar até o meio do ano, é voltado para os aventureiros, brincou Dalmau.
Os autores adiantaram que falarão de filmes como "Thelma e Louise" (1991), de Ridley Scott, ou de "Nos Calcanhares Da Mafia" (1959), de Alfred Hitchcock, nas quais os protagonistas têm que viajar e contarão por que o fazem, além de explicar a rota que seguem e fornecer os mapas do trajeto que percorrem.
Dalmau, que "dorme" no teatro e que "odeia" televisão, adora, por outro lado, o cinema porque, segundo ele, "te dá a possibilidade de movimentar, de viajar, de sonhar, de fugir da realidade, o que às vezes é uma necessidade".
Em "Cidades do Cinema", Dalmau e Galés propõem aos cinéfilos viajantes quatro enfoques diferentes de cada destino - tantos quantos filmes para retratar as cidades selecionadas.
Salvo para as localizações das quatro cidades do último capítulo - Viena, Sydney, México DF e Tóquio - que entram no roteiro unicamente pelo retrato feito, respectivamente, por Carol Reed em "O terceiro homem" (1949), Peter Weir em "A última onda" (1977), Alejandro González Iñarritu em "Amores Brutos" (2000) e Sofia Coppola em "Encontros e Desencontros" (2003).
Sua representatividade, sua vocação indiscutível para cenário cinematográfico foi o critério seguido por Dalmau e Galés na escolha da maioria de sua lista de metrópoles do cinema.
Foi o caso de Nova York, "a cidade preferida pelo cinema, a mais filmada e imortalizada", e também o de Paris , "romântica por excelência"; da "amável, carinhosa e perfeita" São Francisco; de Madri e suas "contradições"; de Roma que vai "de Cristo a Fellini"; ou de Barcelona que se projeta "além do mar".
Outras cidades foram incluídas, segundo ele, por "obrigação moral". É o caso das quatro do capítulo final, de Buenos Aires e de Hong Kong.
E faltar só faltam cidades do continente africano porque - afirma Dalmau - todas as que encontraram só têm cenários feitos e além disso são "horrorosos", incluindo o mitológico "Casablanca".
Quanto aos filmes, o critério foi simples: elegeram aqueles que mais gostavam, e isso explica por exemplo a presença repetida de quatro produtores.
É o caso de Woody Allen, com "Manhattan (Nova York) e Macth Point (Londres); de Alfred Hitchcok, com "Frenesi" (Londres) e "Vertigem" (São Francisco); de Pedro Almodóvar, com "Tudo sobre minha mãe" (Barcelona) e "A flor do meu segredo" (Madri); e com Wong Kar-wai, com "Happy Together" (Buenos Aires) e "Chongqing Express" (Hong Kong).
Outro ponto característico do livro é o fato de que ele transmite otimismo, como a maior parte dos filmes que o povoam.
"Hoje em dia os filmes dramáticos já não funcionam. As pessoas não gostam de ir ao cinema ver a miséria do mundo, que existe e não deixará de existir, mas o lado mais amável da vida", segundo Dalmau.
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