dothCom Consultoria Digital
Publicado em 10/04/2008 às 14:17
Atualizado em 10/09/2026 às 13:53
O assunto desmatamento da Amazônia sempre esteve em pauta, mas, desde o fim do ano passado, quando foram divulgados dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais; www.inpe.br) anunciando que o deflorestamento voltou a crescer, as atenções se voltaram mais fortemente para a região, que tenta sobreviver entre o desmate e a queimada.
Não é sem porquê. Em janeiro, foram devastados 639,1 km2, área equivalente a 40% da cidade de São Paulo. Em fevereiro, período de cheia, em que antes não era medido o desmatamento por ser época de chuvas e, portanto, de pausa no abate da mata, foram 724 km2, 12% a mais do que foi apontado na medição de janeiro.
Além de ocupar o noticiário pela destruição --ontem a Folha noticiou que as queimadas podem ser mais graves que o desmate--, a floresta ganha atenção pela mobilização em torno de sua preservação. De mostra de arte a abaixo-assinados liderados por artistas de TV, a floresta está em voga. Até o chef catalão Ferran Adriá, celebridade mundial, esteve lá no mês passado para provar os sabores amazônicos.
Babel
Mas, ao viajar para um hotel de selva, os brasileiros parecem uma espécie em extinção. No período em que a Folha esteve no Amazonat Jungle Lodge, onde hospedou-se a convite, havia dois australianos, dois alemães, dois sírios e um inglês. O dono é holandês, o guia que acompanhou a reportagem, peruano, e o gerente, italiano. Há um esforço para aumentar o número de funcionários brasileiros no estafe, mas é notável que o idioma mais usado seja o inglês -parte dos sites dos hotéis, inclusive do Amazonat, não têm versão em português e uma porção de estabelecimentos fornecem preços de diárias em dólares.
Também não é sem porquê. Segundo o departamento de registro e fiscalização da Amazonastur (órgão de turismo do Estado do Amazonas), a maior parte dos turistas estrangeiros é norte-americano. Do total de turistas, em hotéis urbanos e de selva, 43% são estrangeiros.
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