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Animal de estimação precisa estar imunizado para férias no litoral

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Levar um cachorro de estimação a viagens de férias não é tão simples quanto parece --ao menos para aqueles que fazem questão de estar em dia com a lei. O animal precisa ter atestado zoosanitário e carteira de vacinação com registro da aplicação da vacina anti-rábica.


A proteção contra a direfilariose não é obrigatória, mas pode salvar a vida do animal. Mais conhecida como verme do coração, esta é uma doença grave, transmitida por um mosquito normalmente encontrado em regiões litorâneas. Os principais sintomas são tosse, cansaço, sono excessivo e indisposição para atividade física.


Não há vacinas que previnam a direfilariose, mas há vermífugos à base de ivermectina que podem ser dados aos cachorros antes da viagem, para que ele esteja protegido. Eles matam o verme que transmite a doença assim que ele entra na corrente sangüínea.


"Por isso, antes de levar o cão ou gato à praia, é fundamental que o dono o leve ao veterinário. Além de recomendar a medicação adequada, o profissional pode fornecer o atestado zoosanitário e atualizar a carteira de vacinação do bichinho", lembra Márcio Rangel de Mello, médico veterinário e conselheiro efetivo do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo.


Além dos documentos obrigatórios, o veterinário considera ideal que os animais sejam transportados em caixas especiais, na parte traseira do carro.


Doenças mais comuns
Problemas gastrointestinais que provocam diarréia, vômito e desidratação são os mais comuns entre cachorros no verão, por conta do calor e do longo tempo de exposição do alimento ao sol e à alta temperatura --os alimentos ficam muito tempo nas vasilhas, acabam estragando e fazendo mal ao animal.


Como a estação é marcada pelas chuvas, as enchentes trazem às áreas urbanas os ratos e, com eles, a leptospirose. Já as redes de esgoto podem espalhar os vírus da parvovirose, que podem provocar vômitos, diarréia hemorrágica e desidratação profunda. Há no mercado vacinas disponíveis para prevenir as duas doenças.


Por outro lado, para a leishmaniose não há vacinas preventivas. O único jeito de espantar a doença é usando coleiras que tenham no princípio ativo uma substância que possa repelir o mosquito palha, que transmite a doença.


Cachorro na praia
Vale lembrar que em muitos lugares não se pode levar animais à praia. Essa proibição é municipal e diversas cidades brasileiras já a adotaram --é o caso de Ubatuba e São Sebastião, no litoral norte de São Paulo.


A Prefeitura de Ubatuba instituiu como pena o pagamento de uma multa para quem levar um cão à praia. Em seu site, o município desestimula a população a carregar seus bichos de estimação à areia, pois eles podem sofrer de desidratação e insolação, ter dermatites por causa da umidade e problemas gastrointestinais ao ingerir água da praia. A prefeitura afirma também que um cachorro pode agredir desconhecidos, ser contaminado por parasitas e transmitir doenças ao homem.


A multa para o dono de animal encontrado na praia é de R$ 100. Caso o bicho precise ser retirado pela equipe do Centro de Controle de Zoonoses, são mais R$ 20, além da taxa de permanência no centro até o cão ser recolhido pelo dono.


Para os desavisados, a ONG SOS Praias Brasil vem fazendo uma campanha de conscientização em vários pontos do litoral brasileiro. "Avisamos que existem leis que penalizam os donos", explica Heloísa Azevedo, presidente da entidade.

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