dothCom Consultoria Digital
Publicado em 18/02/2009 às 09:30
Atualizado em 10/09/2026 às 13:54
O Uruguai pode ter sido assolado por crises financeiras e não ter ganhado nenhuma Copa do Mundo em quase 60 anos (vá lá que bateu o Brasil no Maracanã em 1950). Mas há algo que ninguém lhe tira: seu Carnaval.
Para surpresa de muitos, a festa não só existe no país (apaixonado por ela e pelo futebol) como é centenária. O Carnaval da capital, Montevidéu, é considerado o mais longo do mundo, com 45 dias de espetáculos em mais de 20 locais espalhados pela cidade, com direito a competição oficial no Teatro de Verão.
Nesse período (início de fevereiro a meados de março), o país que se ressente de não ter mercado interno (são apenas 3,4 milhões de habitantes; 1,5 milhão deles na capital) reúne milhares de moradores todas as noites em frente a palcos improvisados para apresentações que misturam teatro, música e dança --sim, a festa uruguaia é nos palcos, com direito a plateia e cadeiras.
País de história recente e cultura idem, Montevidéu deixa claro no Carnaval todas as suas influências. A europeia (Espanha e Itália) aparece nas murgas (coros de crítica política em tom de sátira), a norte-americana marca os parodistas (que cantam e dançam com "boy bands" e fazem paródia de clássicos da literatura e do teatro) e a africana (especialmente Angola e Congo) nas comparsas de negros e lubolos. Há ainda os humorista e as revistas, que se tornaram raras.
Montevidéu foi eleita a capital ibero-americana do Carnaval para os anos de 2009 e 2010 pela União das Cidades Capitais Ibero-americanas, compostas por 27 grandes municípios da América, Portugal, Espanha e Andorra. Do Brasil, integram a organização as cidades de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.
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