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Turismo

Península Valdés é importante santuário natural na Argentina

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Destino ainda pouco conhecido por brasileiros que rumam ao país vizinho, a península Valdés já é reconhecida mundialmente como um santuário natural de primeira categoria e de suma importância não apenas para o ecossistema local, mas também para a economia dessa região da Argentina.


A principal base turística para visita ao litoral chubutense é a costeira Puerto Madryn, a 60 km do aeroporto de Trelew, cidade agradável, com boas opções de hotéis e restaurantes.


Ao sul de Madryn fica o EcoCentro (www.ecocentro.org.ar), que tem como objetivo promover por meio "da educação, ciência e arte a necessidade de se pensar uma nova relação com o oceano".


Na entrada, há um poema de Jorge Luis Borges (1899-1986) sobre o mar. No seu interior, há mostras sobre a fauna marinha. Das janelas de sua torre se admira o Golfo Novo.


Próximo do centro de Madryn, o Museu do Mar e do Homem conta a história dos primeiros habitantes e da fauna locais - com destaque para a lula-gigante.


O grande chamariz, no entanto, é a possibilidade de observar de perto a fauna marinha patagônica. E o melhor lugar para esse encontro é a enorme península Valdés, reserva declarada patrimônio natural mundial pela Unesco em 1999 e que serve de área de reprodução para diversas espécies de mamíferos marinhos.


Entre junho e dezembro, saem passeios de barco do pequeno vilarejo de Puerto Pirámides para a observação das baleias-francas-austrais, vistas em grande número.


As areias e céus da península também são frequentadas por uma variedade de espécies. Em Punta Cantor e nas falésias de Punta Delgada existem colônias de elefantes-marinhos.


Já os lobos-marinhos de Punta Norte vivem meses de angústia durante a temporada das orcas, entre setembro e abril. As famosas cenas exibidas exaustivamente em documentários sobre a vida selvagem, nas quais orcas sobem até a praia para atacar indefesos filhotes de lobos-marinhos, são exclusiva da península Valdés -em nenhuma outra parte as orcas desenvolveram tal estratégia de ataque.


Ao cruzar as longas estradas de terra em direção ao mar, a vegetação, rasteira, facilita a observação de guanacos, maras, zorros e choiques, respectivamente parentes das lhamas, lebres, raposas e avestruzes.


Chega-se à península pelo do istmo Ameghino, espremido entre dois golfos, a cerca de 65 km de Puerto Madryn, onde fica o centro de visitantes.


Mais próxima de Puerto Madryn fica a praia protegida de El Doradillo. Acordar cedo e enfrentar o vento gelado é a receita para ver as baleias à luz do amanhecer, desta vez da própria areia, ao lado de pinguins e lobos-marinhos.


Já ao sul de Madryn fica Rawson, capital da Província e cidade portuária próxima ao estuário do rio Chubut. Não há muito além do porto, seus coloridos barcos pesqueiros e a praia Union, frequentada no verão, quando as temperaturas sobem. É desse local que saem barcos para a observação dos golfinhos-de-commerson, conhecidos nessa região como "toninas". / O repórter-fotográfico PEDRO CARRILHO viajou a convite do governo da Província de Chubut

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