Dia do Turismólogo
Publicado em 27/09/2018 às 13:48
Isabelle Pinheiro[1]
Marcos Pereira Campos[2]
“O rio que fazia uma volta atrás de nossa casa era a imagem de um vidro mole que fazia uma volta atrás de casa.
Passou um homem depois e disse: Essa volta que o rio faz por trás de sua casa se chama enseada.
Não era mais a imagem de uma cobra de vidro que fazia uma volta atrás de casa. Era uma enseada.
Acho que o nome empobreceu a imagem.” (Manoel de Barros)
A viagem, os roteiros, os meios de hospedagem, a gastronomia, a cultura e a natureza. Juntamente a isso, ou melhor, antes de tudo isso, os homens e mulheres: turistas, comunidade local, gestores públicos e privados. Eles e elas, construindo o turismo que conhecemos.
Dia 27 de setembro, dia Mundial do Turismo, e dia do/da Turismólogo(a), precisamos repensar sobre o sentido maior deste profissional.
Afinal, o que faz um Turismólogo(a)?
Esta pergunta acompanhou toda a nossa vida acadêmica e profissional. Explicamos por diversas vezes as nossas famílias, aos amigos, aos indiscretos que querem entender para que passamos de três a quatro anos na universidade para “aprender a viajar”.
Longe de querer conceituar, discutir teoricamente/epistemologicamente o fenômeno do Turismo, pensamos que talvez hoje, dada a importância da data, precisamos compreender o Turismólogo, na perspectiva do “rio que fazia uma volta atrás de nossa casa”.
Hoje, olhando para o passado, vivenciando o presente e vislumbrando um futuro promissor para o Brasil, entendemos que o Turismólogo(a) é o profissional mais interdisciplinar que existe. Nós pensamos “os lugares” através da lente do Turismo, em busca de um desenvolvimento mais equitativo e menos impactante.
Nós podemos valorar a riqueza natural e cultural de comunidades e lugares através do Turismo, possibilitando geração de emprego e renda, bem como, o sentimento de pertencimento pela localidade. Assim, nós pensamos os espaços turísticos não somente pelo olhar do turista ou das viagens, mas principalmente, pelo olhar da comunidade local, e na possibilidade de desenvolvimento que a atividade turística pode proporcionar para ela.
E se alguém nos perguntar hoje, o que faz o Turismólogo(a), respondemos:
Entenderemos que “o rio que fazia uma volta atrás de nossa casa era a imagem de um vidro mole que fazia uma volta atrás de casa”. Diante desta constatação, iremos planejar os espaços turísticos.
CORPO DE BOMBEIROS
Moradora de uma comunidade ribeirinha na região de São Francisco, nas proximidades do Paraguai Mirim, em Corumbá, mulher fois resgatada de lancha pelo Bombeiros.
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