Apaixonado por natureza, ele viu como é dormir e acordar em meio ao mato puro
"Já devo ter subido lá pelo menos umas 15 vezes"
Os aquidauanenses que o desculpem, mas Guilherme Delmondes (29) encontrou no verde pantaneiro, em especial o do Morro do Paxixi, o seu "quintal particular". Pelo menos é como ele costuma brincar sobre as tantas vezes que subiu e desceu o mirante nos últimos 9 meses, desde que chegou à Princesa do Sul para ficar.
Mas agora, em vias de voltar à Campo Grande, Gui queria fazer uma despedida digna. Pensando na melhor forma de dizer um "até logo", seu agradecimento por Aquidauana e Anastácio o terem acolhido, o advogado resolveu investir numa experiência única e transformadora: pela primeira vez, foi de acompamento e tudo no seu "quintal particular".
."Uma absurda imersão na natureza".
"Eu nunca fiz camping na vida, e queria viver isso antes de ir embora. Minha namorada e um amigo toparam fazer essa loucura comigo, acampando bem em cima do mirante no último sábado, dia 14 de agosto. Curtimos a natureza, assistimos o pôr do sol, fizemos um carreteiro maravilhoso, observamos as estrelas, dormimos e, ao acordar, passei um café delicinha enquanto o sol nascia. Simplesmente sensacional", descreve o jovem.
.Nascido e criado na Capital, até pouco tempo Gui estava morando em Corumbá. Foi nesse período de 10 meses na Cidade Branca que ele se reconectou com uma parte esquecida da sua própria história: o "cheiro" do mato.
"Quando criança, ao frequentar as fazendas onde meu avô trabalhou de capataz, fiquei acostumado com o contato 'rústico' da vida no campo. Mas o tempo passou. Quando fui parar no Pantanal corumbaense, e na sequência o de Aquidauana, busquei conhecer locais que pudessem suprir essa vontade de estar em meio à natureza", esclarece.
.Gui explica o porquê da região sempre o ter encantado.
"Antes de chegar aqui, sentia que a paisagem era diferente de tudo, com uma energia verdadeiramente única. A primeira visita ao Morro do Paxixi foi sensacional. Não foi à toa que já devo ter subido mais de 15 vezes lá", conta.
.Advogado de profissão, fotógrafo de "fim de semana" e músico nas horas vagas, Gui aproveitou a experiência de camping para pôr em prática uma atividade que já há tempos sonhava em fazer: a astrofotografia. Nos cliques feitos no seu "quintal particular", o mesmo Morro do Paxixi que abriga o verde pantaneiro também revela uma imensidão de estrelas.
"Assim como a música, a fotografia sempre vai estar do meu lado. O hábito de fotografar é o meu refúgio, principalmente quando a mente pede um descanso!".
"Sempre tive curiosidade pela astrofotografia mas até então nunca havia tentado. Foi uma boa oportunidade e até que consegui fazer uns cliques bacanas, apesar da limitação do meu atual equipamento. Trabalhei com longa exposição, ISO alto, abertura média e baixa velocidade do obturador", elenca as particulares técnicas.
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.Da Capital para a Cidade Branca, e de lá para Aquidauana. Ao viver o interior tão de perto, Gui já pode afirmar: "gente de vida simples e feliz, que o campo-grandense merecia ver e aprender".
"Campo Grande está cada vez maior, em meio a um desenvolvimento intenso que permite acesso a uma variedade de coisas. Apesar disso, também nos coloca em uma situação em que o tempo fica cada vez mais escasso. Mais tempo preso no trânsito, mais tempo na fila do mercado, mais tempo em meio ao estresse urbano, mais tempo sem olhar para o céu. O interior nos dá a oportunidade de sermos mais calmos e pacientes, o que possibilita uma melhor qualidade de vida. Essa é uma lição que já levo para a vida toda", finaliza.
Além do seu perfil no Instagram, confira na galeria abaixo alguns cliques feitos por Gui na região pantaneira:
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