Expedição América do Sul
Desta vez, a viagem está sendo do Oiapoque ao Chuí e depois passam pelo Uruguai, Argentina e Paraguai antes do regresso a Aquidauana
Entre idas e vindas, desde 2011 Mac (Archibald Mac Intyre) e Índio (Wilson Alves Correa) fazem viagens pela América do Sul. A última está acontecendo agora, quando estão cruzando o Brasil do extremo norte, Oiapoque, até o extremo sul, Chuí. Após a cidade gaúcha eles seguem ao Uruguai, depois Argentina, Paraguai, para retornarem a Aquidauana, cidade onde tudo começou.

A primeira viagem, há 11 anos, teve como destino Buenos Aires, capital da Argentina. Os amigos saíram de Jipe Buggy, aberto com capota de lona, para fazer o percurso. Mas eles não pararam somente em Buenos Aires, de lá ainda passaram pelo Paraguai e visitaram Assunção. “Foi uma viagem interessante, nossa primeira viagem mais longa”, conta Mac.
Depois disso, não pararam mais. Em 2012 foi a vez de ir até o mar do Pacífico, no Chile, com o mesmo carro. De lá seguiram pelo país até Tacna, no Peru, subiram a Cordilheira dos Andes até a cidade de Cochabamba, na Bolívia, passaram por Santa Cruz de La Sierra, no mesmo país e voltaram para Aquidauana.

“Foi uma viagem difícil, porque o bugre não tem vidro para poder fechar, é totalmente de lona, sentimos muito frio na Cordilheira dos Andes. E ao mesmo tempo este é um carro que anda em baixíssima velocidade, mesmo assim nós fomos andando e deu tudo certo”, recorda.
No ano de 2013, tiveram a ideia de ir até Ushuaia, no extremo sul da Argentina, conhecida como a cidade do fim do mundo, por ser a cidade mais ao sul de todo o planeta e também é a mais próxima à Antártida.
“De lá seguimos para o sul do Chile, depois fomos à Capital, Santiago, e então para o Poço de Antofogasta, no Pacífico”, afirma Mac. Essa cidade é uma das portas de entrada do deserto do Atacama, que foi onde continuaram a viagem. “Aí subimos mais uma vez a Cordilheira dos Andes, chegamos à Argentina, passamos pelo Paraguai e voltamos para Aquidauana”, pontua.
Após uma pausa de dois anos eles voltaram a viajar, dessa vez para o norte, até a Venezuela. “Em 2015 fizemos essa viagem, muito mais longa”, declara Mac. Eles passaram por Rondônia, de lá foram três dias numa balsa rumo à Manaus, depois continuaram até Boa Vista.
“Aí fomos para Pacaraima, já na fronteira entre Brasil e Venezuela e seguimos para a parte caribenha do país, em Porto de Aracruz. Lá pegamos um navio e chegamos na magnífica Ilha Margarida”, detalha.
Em 2017, eles trocaram o carro para um Jipe Troller, carro fechado, com vidros, mais preparado para regiões frias. Fizeram mais uma viagem para o Norte, dessa vez cruzaram a BR 319, no Amazonas, acamparam três dias pela mata, foram para Manaus, depois rumaram à Venezuela, Colômbia, Peru, Bolívia, regressaram ao Brasil por Corumbá até chegar de volta em Aquidauana.
Um ano depois, em 2018, o destino inicial foi a Ilha de Marajó, no Pará. Após seguiram para o Acre, Amazonas, Roraima e voltaram a sair do Brasil. “Passamos por Suriname, Guiana, Guiana Francesa, Oiapoque e depois retornamos para Aquidauana”, diz.
Um ano antes do início da pandemia mundial de Covid-19 eles fizeram a penúltima viagem. Em 2019 viajaram com a caminhonete de um amigo e foram para Mendoza, no sul da Argentina. “Então fomos a Bariloche, uma viagem muito longa, quase 18 mil km”, afirma Mac.
Após o período mais perigoso da pandemia, eles retornaram a viajar este ano. Iniciaram pelo extremo norte do Brasil, Oiapoque, em Roraima e de lá estão seguindo rumo ao sul. Passaram de volta em Aquidauana, foram até Chuí, no Rio Grande do Sul e agora seguem pelo Uruguai.

“Vamos passar em Punta del Leste, Montevidéu, Colônia, Sacramento, para então entrar na Argentina, Paraguai e voltar à Aquidauana”, especifica Mac. “Este é nosso plano para 2022, depois dessa crise terrível de Covid estamos muito animados de poder continuar enfrentando nossas viagens”, completa.
SANTA TEREZINHA
Acidente ocorreu no início da tarde deste sábado; equipe do Samu foi acionada
Investigação
Vítima chegou a ser socorrida e transferida para Campo Grande, mas não resistiu; crime ocorreu na madrugada deste sábado
Voltar ao topo