Turismo
Viajantes elogiaram belezas das terra pantaneira e receptividade de aquidauanenses '
Guilherme Palli e Marcela Meneses estão há quase dois anos com o pé na estrada viajando pelo Brasil em uma kombi, Coruja Milonguera, estilo Karmann Ghia, desta vez, desembarcando para conhecer Aquidauana, ao lado da cachorra Branquinha. O casal conversou com O Pantaneiro, elogiando as belezas da nossa terra e receptividade de aquidauanenses.
Eles chegaram em Aquidauana há poucos dias, quando foram aconselhados por pessoas nos estados vizinhos a conhecer a experiência turística que a região proporciona. Chegaram com chuva, mas não desanimaram.
"A ideia [de viajar em uma kombi] começou na pandemia, estamos procurando um motor home na Argentina, mas não foi possível porque é muito caro. Depois, quando abriram as fronteiras, saímos de férias para o Brasil. Vimos um moto home [pela internet], mas apareceu a kombi, namoramos na hora".

A viagem começou pelo sul do país e já percorreram todo o litoral brasileiro, até o Espírito Santo. Chegaram a retornar para a cidade natal e estão refazendo o roteiro pelas estradas das cidades do interior.
"Passamos por São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Bahia, todo o litoral indo pela BR-101, isso em nove meses. Quando abriram as fronteiras voltamos e visitamos Minas Gerais e finalizamos por Foz do Iguaçu. A ideia agora é percorrer o interior. Falaram para gente passar por Bonito, Bodoquena, gostamos bastante daqui. Agora, vamos seguir para o norte".
Absorvendo a cultura por onde passam, eles também apresentam um pouco das raízes. Durante a entrevista, Guilherme apresenta o handpan, um instrumento musical que se parece um tambor e tem notas mescladas e tonalidades diferentes. "É uma mistura de sons que formam uma música", explica.

Como se mantém financeiramente?
Não é só de turismo que o casal mantém o pé na estrada. Guilherme é TI e Marcela é massoterapeuta, fazendo massagens relaxantes em fazendas, hotéis e praias. "Temos um dinheiro de reserva caso a kombi estrague, mas nos mantemos assim.
Marcela fala com muita emoção ao detalhar sobre as experiências de Aquidauana, o que chamou atenção da argentina foi a receptividade e atenção que tiveram, até mesmo no mercado da cidade.
"Eu estou maravilhada, encontrei um paraíso. Vimos uma gruta dando a volta por Palmeiras e Piraputanga e o Morro do Paxixi, é muito bonito, a igreja [Matriz], fiquei apaixonada. No mercado tinha umj rapaz muito educado, uma paciência. As pessoas que encontramos nas ruas são o que fazem a diferença na nossa viagem".

Companheira de viagem
Branquinha notou o calor que a cidade faz. Durante a entrevista, se aconchegou em um compartimento do carro. Marcela conta que a companheira de viagem não se estressa e busca as melhores posições para se acomodar.
"Ela tem uns 15 anos, a encontrei perdida, sujo, fraquinha, enquanto estava na universidade. Levei para casa e hoje está comigo"
A viajante também faz questão de detalhar todo o aconchego da kombi, mostrando os espaços multiúsos e os itens que carrega para lembrar de casa, como os presentes da filha e da neta. Há um altar para reforçar a fé, com pedras colhidas por onde passaram. "Vou levando comigo", finaliza.
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