Turismo
Natural da República Tcheca, o jovem ficará no Brasil até o dia 9 de janeiro
Aquidauana tem sido palco de histórias que ultrapassam fronteiras, e uma delas é a do intercambista tcheco Zbyněk Marcín, de 18 anos. Natural de Podolí, uma pequena vila próxima a Mnichovo Hradiště, na região conhecida como Paraíso Boêmio, na República Tcheca, o jovem escolheu o Brasil para viver uma experiência totalmente nova — cultural, social e pessoal.
Motivado pelo desejo de se desafiar e conhecer uma realidade diferente da sua, Zbyněk chegou ao Brasil há cerca de cinco meses. O primeiro período do intercâmbio foi vivido na cidade de Nioaque, e agora, no último mês de permanência no país, ele está em Aquidauana, destino que despertou curiosidade e entusiasmo desde o momento em que soube da mudança.
“A primeira impressão foi que as pessoas aqui são super amigáveis e acolhedoras”, conta. Com o passar do tempo, essa sensação só se fortaleceu. Segundo ele, a cidade superou as expectativas iniciais, principalmente pela gentileza e pela forma prestativa com que foi recebido pela comunidade local.
Durante sua estadia, Zbyněk morou com a família da Amanda, experiência que ele descreve como marcante. “Eles me trataram como parte da família”, relembra. O carinho, a inclusão no dia a dia e os momentos simples de convivência foram fundamentais para que ele se sentisse verdadeiramente em casa.
A adaptação à língua portuguesa foi outro desafio vencido ao longo do intercâmbio. Antes de chegar ao Brasil, Zbyněk falava muito pouco português, mas aprendeu a maior parte convivendo com as pessoas. O momento em que percebeu estar adaptado foi quando conseguiu manter conversas sem depender do tradutor. Para ele, falar o idioma foi essencial para criar laços e se integrar à cultura local.
Entre as diferenças culturais, Zbyněk destaca o jeito mais aberto, expressivo e social dos brasileiros. “As pessoas passam mais tempo juntas e são muito abertas”, observa. Esse comportamento, inclusive, acabou influenciando seus próprios hábitos. Ele conta que se tornou mais comunicativo e passou a cumprimentar mais as pessoas no dia a dia.

A comida brasileira também deixou marcas positivas. Fã declarado do churrasco, ele elogia a culinária e os momentos compartilhados à mesa. Além disso, a natureza, o clima da cidade e as situações simples do cotidiano em Aquidauana são lembranças que ele garante levar para sempre.
Com a partida marcada para o dia 9 de janeiro, o clima agora é de despedida. Zbyněk admite que o momento é difícil. “Estou triste por ir embora, mas também muito grato por tudo o que vivi”, afirma. O que mais sentirá falta, segundo ele, são as pessoas, a atmosfera da cidade e a rotina construída ao longo dos meses.
Ao resumir Aquidauana em uma palavra, ele não hesita: acolhedora. E a lembrança que jamais será esquecida envolve justamente isso — as amizades, o carinho recebido e cada momento vivido em solo aquidauanense.
A experiência no Brasil ensinou lições que vão além do intercâmbio. Zbyněk retorna à República Tcheca mais confiante, independente e com uma nova visão sobre culturas diferentes, levando consigo memórias que, certamente, o acompanharão por toda a vida.
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