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Turismo

Arraial d'Ajuda mescla história do Brasil e natureza na Bahia

A uma hora e meia de voo a partir de São Paulo --e mais alguns minutos de balsa--, Arraial d'Ajuda tem uma dos melhores relações custo-benefício para quem quer se aventurar na costa do Descobrimento.


Charmoso e democrático, esse distrito de Porto Seguro tem 18 mil habitantes e reúne os principais atrativos de suas vizinhas Porto Seguro e Trancoso, com vantagens: não tem o agito excessivo e o turismo maciço da primeira nem os preços salgados da segunda.


Nos anos 1960 e 1970, quando o vilarejo foi descoberto por uma geração hippie, a região chamava atenção pela exuberância natural, mas padecia de falta de estrutura. Em três décadas, o lugar se reinventou.


Arraial soube conjugar seu passado de aldeia "paz e amor" e as influências e anseios dos turistas estrangeiros e brasileiros.


O resultado está lá para quem quiser ver: gastronomia com influências internacionais e uma sofisticada variedade de opções de lazer e de hospedagem. E sem perder o charme e um jeito autêntico de arraial.



Onde tudo começou


O tempo parece parar na vila de Arraial d'Ajuda, colorida por casinhas rústicas. Ali, moradores antigos conversam nas calçadas e as crianças brincam em meio à história do Brasil.


Dizem os historiadores locais que o nome Arraial d'Ajuda foi uma homenagem a Tomé de Souza e aos primeiros jesuítas que aportaram na região da Bahia em 1549, com as naus Conceição, Salvador e Ajuda.


Para chegar à igreja, comece caminhando pela Bróduei, a rua que já foi a mais movimentada da região e recebeu esse nome em homenagem à Brodway norte-americana. Na década de 90, a rua concentrava serviços importantes e era o único lugar no qual havia cabines telefônicas.


Até hoje, moradores antigos se divertem ao relembrar a dificuldade de fazer uma ligação naquela época em que os recados ficavam reunidos numa caixa de papelão com divisórias em ordem alfabética --que passava pelas mãos de todos. Não havia segredo que sobrevivesse à falta de estrutura.


O passado não está presente somente nas conversas dos locais mas também está impregnado no centro histórico que fica nos arredores da igreja de Nossa Senhora d'Ajuda.


Durante a construção da primeira capela, em 1549, padres jesuítas acharam uma fonte de água que, providencialmente, consideraram milagrosa.


Outros milagres de Nossa Senhora teriam aparecido gradativamente e serviram como atrativo para fiéis que passaram a buscar a capela.


Como consequência da chegada dos romeiros, a necessidade de uma infraestrutura para abrigar gente fez com que novas edificações fossem surgindo em torno do templo. Em 1772, a igreja ganhou os contornos que mantém até hoje. Apesar de pequena, a construção tem um altar exuberante, em tons de azul e dourado, que vale a pena contemplar.


Numa sala lateral à nave central fica um pequeno museu de milagres: fotos, desenhos, peças de cera em formato de partes do corpo... Diversas coisas que os fiéis ali depositam como uma forma de agradecer pela graça que receberam.


Atualmente, segundo dados da Prefeitura Municipal de Porto Seguro, a igreja recebe cerca de 15 mil romeiros na "Festa da Santa", que acontece todos os anos, entre os dias 7 e 15 de agosto.


Em qualquer época, vale a pena contemplar a bela vista que se descortina no mirante do fundo da igreja. Dali se tem uma vista fantástica da praia d'Ajuda ou dos Pescadores. (imagem: Ana Sousa/Folha Imagem)

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