Servidores receberam o reconhecimento por mais de 30 anos de serviços
Karina Aguilar
Publicado em 17/01/2024 às 16:58
Atualizado em 10/09/2026 às 14:26
Crédito do vídeo: Redação com Ronald Regis
Militares do 9º Batalhão do Exército de Aquidauana foram homenageados no Auditório de Visconde de Taunay, nesta quarta-feira, 17, pelos anos de serviços prestados à Pátria.
Os servidores de carreira receberam parte de capacete de guerra com homenagem pelos mais de 32 anos de serviços prestados ao Exército Brasileiro.
Entre os homenageados estão: Capitão Francisco Cláudio Sousa de Brito, 2º Sargento Rosalvo Silva e 2º Sargento Neilton Lemos dos Santos.

“Para mim é um motivo de muita alegria, muita satisfação ter, primeiramente, realizado um sonho pessoal de poder servir o exército brasileiro e, principalmente, o 9º Batalhão de Direito de Combate, que é um batalhão febiano, um batalhão histórico, participou da 2ª Guerra Mundial. Eu entrei aqui em 1991 como recruta e estou saindo daqui depois de 32 anos como 2º Sargento. Tive o privilégio, a oportunidade de integrar a equipe do batalhão de engenharia no Haiti, em 2009. Também tive uma grande experiência lá, foi na época do terremoto, estive lá. Perdemos alguns companheiros de farda, mas, ao mesmo tempo, tive o privilégio de poder ajudar aquela família, os moradores lá, os haitianos, o povo muito sofrido. Hoje encerro essa trajetória e, a partir de agora, acredito que irei ter mais tempo para aproveitar a família, aproveitar os amigos e desfrutar desses anos de dedicação aqui ao Exército e é o que eu espero, como aqui no nosso jargão militar, nós sempre buscamos se aposentar sem sequelas. É uma brincadeira que nós temos aqui interna e é o que eu espero. Agora me dedicar mais à obra do Senhor. Sou cristão, graças a Deus. Acredito que vou ter mais tempo para me dedicar às escrituras, meditação e aprendizagem da palavra e poder levar o evangelho também para a minha família. Têm muitos familiares que ainda não estão na presença de Deus. E aos amigos, acredito que terei condições agora de servir a um novo Exército, Exército de Cristo e ser mais atuante. Leandro, você aqui dentro também deve ter feito muitos amigos. Pessoas que fizeram parte da sua vida com ensinamentos, aprendizados. Uma das principais alicerces que eu tiro daqui é responsabilidade, integridade, honestidade. Aprendi pelo exemplo. Graças a Deus, tive aqui muitos homens que passaram aqui e tive o privilégio de aprender com esses homens. Nós temos até uma expressão muito conhecida que as palavras convencem, mas o exemplo arrasta. Então, esses valores eu consegui adquiri-los e principalmente o ensino do meu pai. Meu pai sempre nos ensinou a sermos honestos, falarmos sempre a verdade. Por mais que possa trazer alguma dificuldade momentânea, mas a verdade sempre teve que prevalecer na minha vida. E esses valores eu sempre procurei utilizar aqui dentro. Também fiz grandes amigos aqui nessa trajetória, soldados que entraram comigo em 91, outros companheiros que se aposentaram há dois anos atrás e que mantém amizades verdadeiras. São irmãos de fardas e irmão fora das paredes desse muro aqui do batalhão. São amigos que eu irei levar para o resto da vida”, descreve o 2º Sargento Lemos.
“Esse momento da passagem para a reserva é um momento muito marcante na nossa carreira militar. É um momento que o militar consegue vislumbrar o resultado final de todo o tempo que dedicou à instituição, ao exército, ao serviço da pátria, todos os anos dedicados a movimentações e as atividades de campanha, tanto tempo longe com a família. Então é um momento que realmente chega a hora de descansar e conseguir finalmente ter um chão, criar um laço, uma raiz em algum local. Os sargentos Lemos e o Sargento Rosalvo são dois sargentos oriundos de Aquidauana, que tem uma carreira toda dentro do batalhão, então foram militares que entraram aqui como soldado e dentro daquela possibilidade que costumava existir, da estabilidade do praça que entrava pelo serviço militar, então engajaram, estabilizaram e mantiveram sua carreira toda aqui. É algo que é bastante importante para a gente, primeiro porque são militares que formavam a memória do batalhão, facilitavam as transições do período do pessoal na época das movimentações, sai o pessoal novo, chega um outro pessoal, e aí sempre tinha aquela memória guardada e contribuíram de forma excepcional para o bom andamento do nosso batalhão. O capitão Brito é o nosso delegado do serviço militar, é oriundo da carreira dos praças, então ele entra como sargento e segue a carreira inteira, até atingir o oficialato e ir para a reserva como capitão. Não são todos que têm essa oportunidade, que conseguem pelo seu mérito chegar ao final da carreira nesse posto de capitão, e também mostra para os mais novos, os sargentos mais novos, esse exemplo de como ser um profissional de escola, um profissional que sempre buscou dar o melhor de si para a instituição, e foi recompensado com um momento final como esse. Vou falar também sobre, eles disseram aqui, que é um momento difícil para o militar encerrar uma carreira, uma vida dedicada a isso, ele sempre tem um pézinho aqui dentro, e a importância desse militar também, sempre aqui no batalhão a gente vê homenagens ao pessoal que está na reserva, o batalhão homenageando essas pessoas também. Essa passagem para a reserva é diferente de uma aposentadoria, porque a reserva está contabilizada dentro do Sistema de Defesa Nacional. Então em uma situação de calamidade, em uma situação de ativação de uma tropa, de uma unidade para realmente partir para o combate, é o pessoal da reserva que mantém a estrutura física, que mantém a formação dos novos militares que futuramente irão recompletar aquela unidade que está lá em combate. Então ela não deixa de ser parte das Forças Armadas quando ele vai para a reserva, então realmente ele não se aposenta. Ele continua à disposição da Força para prestar o serviço quando necessário. E a gente considera que é extremamente importante manter esse contato com o nosso pessoal da reserva, então buscamos sempre ter momentos de trazê-los novamente para dentro do quartel, conversar, confraternizar, até para possibilitar essa passagem da experiência, do conhecimento profissional desses militares também é muito rico e muito importante”, encerra o comandante do 9º Batalhão de Engenharia, Carlos Camisão.
Veja o vídeo:
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