De Aquidauana, Marina Messias atualmente vive na Austrália
Crédito do vídeo: Da redação
Você Repórter / O Pantaneiro
A aquidauanense Marina Messias, que atualmente vive na Austrália, enviou um vídeo relatando como a população tem reagido ao ataque ocorrido em uma das praias mais conhecidas de Sydney, a Bondi Beach. Natural de Aquidauana, Marina mudou-se para a Tasmânia em maio deste ano e acompanhou de perto os impactos do caso por meio de conhecidos que estavam no local.
Segundo ela em entrevista ao jornal O Pantaneiro, o ataque aconteceu em um domingo de forte calor, quando a praia estava lotada, inclusive por conta de um evento judaico.
“No começo, quando começaram a escutar os barulhos, todo mundo pensou que fossem fogos”, contou. Marina explicou que a maioria das pessoas só percebeu que se tratava de um tiroteio quando houve correria e gritos. “As pessoas não estão preparadas para um tipo de situação dessa aqui na Austrália”, afirmou.
No relato, a aquidauanense destacou que o episódio causou impacto por ocorrer em um país conhecido pela segurança e pela diversidade cultural.
“A Austrália é um país muito multicultural. Quando a gente sai na rua, vê pessoas da Índia, da China, da Europa, da América do Sul, escuta várias línguas diferentes”, disse. Para ela, o ataque gerou reflexão por envolver intolerância religiosa. “Quando acontece algo com esse teor, isso deixa a gente muito chocado”, acrescentou.
Marina ressaltou que, apesar da gravidade do ocorrido, o sentimento predominante não tem sido de pânico. “Aqui onde eu moro, o sentimento não é de medo, mas de muita reflexão sobre onde o ódio e a intolerância podem levar o ser humano”, afirmou. Ela também destacou a reação de solidariedade da população australiana.
Durante o ataque, um cidadão interveio e conseguiu retirar a arma dos atiradores, mesmo sem experiência. “Ele arriscou a própria vida. Quando pegou a arma, dava para ver que ele nem sabia atirar”, relatou. Segundo Marina, o homem passou a ser reconhecido como herói e recebeu apoio por meio de uma arrecadação coletiva. “Criaram uma vaquinha que já ultrapassou 1 milhão e 700 mil dólares”, informou.
A aquidauanense concluiu dizendo que o sentimento entre os imigrantes é de tristeza pelas vítimas, mas também de observação sobre a união da sociedade. “É um momento muito triste pelas pessoas que morreram, mas também mostra como as pessoas aqui se apoiam e se respeitam”, finalizou.
Você tem alguma denúncia, flagrante, reclamação ou sugestão de pauta? O Site O Pantaneiro está sempre atento aos fatos que impactam a nossa região e queremos ouvir você!
Fale direto com nossos jornalistas pelo WhatsApp: (+55 67 99856-0000). O sigilo da fonte é garantido por lei, e sua informação pode fazer a diferença!
Além disso, você pode acompanhar as principais notícias, bastidores e conteúdos exclusivos sobre Aquidauana, Anastácio e região em nossas redes sociais. Siga O Pantaneiro nas plataformas digitais e fique sempre bem informado:
🔗 Clique no nome de qualquer uma das plataformas abaixo para acessar:
Instagram - @jornalopantaneiro
O Pantaneiro: Jornalismo com credibilidade, compromisso e a cara da nossa gente!
Bonito
O evento, que movimentou a cidade em pleno período de carnaval, mostrou a força da música sertaneja e reuniu um público animado
Aquidauana
Pirafolia terá algumas mudanças como o local do palco que este ano será instalado na rodovia
Voltar ao topo