Expedição partiu de Balneário Camboriú e já passou por vários estados
Kombi Quindina viaja por Mato Grosso do Sul / Foto: O Pantaneiro
O aquidauanense professor Celso Benevides foi o anfitrião de mais uma história de estrada que cruzou seu caminho: a do casal Maria Olandina Machado e Joaquim Antônio Souza da Silva, que viaja pelo Brasil a bordo de uma Kombi adaptada chamada de Quindina. Eles estão em uma jornada de dois anos para comemorar o aniversário de casamento. Aquidauana foi uma das paradas marcantes do trajeto.
A história começou em Balneário Camboriú, Santa Catarina, de onde partiram em 27 de abril, data em que comemoram o casamento. Há dois anos, adquiriram a Kombi e passaram um ano realizando ajustes técnicos no veículo para transformá-lo em um motorhome funcional. O objetivo é claro: conhecer o Brasil inteiro e, quem sabe, o mundo.
Durante a passagem por Mato Grosso do Sul, o casal já visitou cidades como Jardim e Bonito, onde aproveitaram o Festival de Inverno, e agora desfrutam da hospitalidade sul-mato-grossense em Aquidauana. A conexão com o anfitrião surgiu por meio de um amigo em comum no grupo de motorhome.

“Conhecemos o Celso e ele também gosta de viajar, mas de moto. E ele nos convidou e estendemos os passeios. O bom da viagem não é só conhecer lugares, mas conhecer cultura, gastronomia. Mato Grosso do Sul é um lugar lindo, mas as pessoas, posso te afirmar, que cruzaram nosso caminho são fantásticas. Nos receberam muito bem, trocamos muitas informações e ideias”, contou Joaquim.
A viagem, claro, também inclui desafios. Apesar de adaptada com banheiro, placa solar e pequena cozinha, a Kombi exige atenção constante.
“Kombi é um carro que dá muitos problemas se não cuidar; temos uma manutenção constante, mas já tivemos perrengues de parar, quebrar a roda e ficar no meio da estrada. Os perrengues fazem parte, se não tem, não tem história para contar”, disse Maria.

A escolha pela Kombi veio de forma inesperada. “Quando amadurecemos a ideia de ter um motorhome, pensamos em várias opções, como comprar um carro no leilão ou um novo. Mas nenhuma das ideias era ter uma Kombi. Eu tenho 1,82, a kombi é pequena e nós não somos mais 'guris'. Pensamos que, em 2 anos, seria descartado viajar numa kombi. Mas a Maria achou um anúncio na internet e nos encantamos. Ela tinha banheiro, placa solar, pequena cozinha. Ela era a 21ª kombi que o senhor [vendedor] fez. Ela é um carro muito simpática, no centro histórico ela é atração”, relatou.
Maria completa: “Ela é forte, sobe morro. Hoje não sabemos nem se vamos sair da Kombi. Para quem quer começar [viagens], ela tem baixo custo de manutenção”.
Além da aventura, o casal compartilha sua história no canal Quintal Sem Fronteiras, no YouTube. O nome reflete o espírito livre e sem amarras que decidiram abraçar depois de se reencontrarem 34 anos após o primeiro contato.
“Temos uma história diferente. Eu e o Quin [Joaquim] nos conhecemos na adolescência. Ele estudou onde eu morava, em 1985. Mas em 2019, na escola, eu trabalhava como professora e ele fez um vestibular para estudar lá. Nos reencontramos 34 anos depois e estamos juntos. Nos casamos e estamos viajando”, contou Maria.

A conexão com o professor Celso foi mais do que uma simples indicação técnica. Ele e sua família acolheram os viajantes com pratos típicos da região, como macarrão tropeiro e feijão gordo.
“Na estrada, fizemos amizades incríveis. No grupo do pessoal de motorhome, o Celso tem um amigo de Campo Grande, o Sergio, que mexe com manutenção de placa solar e bateria. Precisamos comprar equipamentos, e nós estávamos em Aquidauana, ele indicou o professor Celso. Nos conhecemos e ele e a família são pessoas encantadoras. Fizeram pratos típicos da região, como o macarrão tropeiro e feijão gordo. Vou sair daqui rolando”, brincou Joaquim.
Já o anfitrião resume o espírito de acolhimento: “Minha casa está aberta para amigos, para amigos de amigos. Vou fazer dia 6 de setembro um encontro de 70 pessoas de motociclistas”.
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A decisão foi tomada pela organização da competição após avaliação das condições do campo, que ficou sem condições adequadas para a realização da partida devido ao grande volume de água acumulado.
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