A gestação e o nascimento de um bebê são fases de alegria para a maioria das mulheres, porém guardam uma importante carga de estresse. Neste período o apoio familiar e paterno são essenciais para o bom andamento da gravidez em curso, sem repercussões na saúde mental materna. Pesquisadores australianos da Macquarie University publicaram um estudo na revista Journal of Affetive Disorders onde avaliaram a ansiedade materna no período periparto.
Foram usados dois questionários no curso da pesquisa, denominados STAI e MINI-Plus, aplicados em 100 gestantes. Os resultados divulgados revelaram que a presença de sintomas ansiosos e depressivos na fase pré-parto guardou relação com sua persistência em níveis estáveis após o nascimento do bebê. Da mesma forma, o surgimento de outros transtornos de humor foi mais freqüente dentre as mulheres ansiosas no curso da gestação. A abordagem terapêutica dos transtornos depressivo e de ansiedade ainda na fase de gravidez culminou em redução do risco da ocorrência destes distúrbios após o parto.
Assim, os autores concluem que a ansiedade materna pré-parto é um marcador fidedigno de transtornos de humor e permanência de sintomas ansiosos após o nascimento da criança. A identificação precoce destes transtornos permite a instituição de terapia apropriada e prevenção de complicações pós-natais.
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