A palestra sobre a situação epidemiológica e operacional da Hanseníase, no III Seminário de Planejamento das Ações em Hanseníase e Tuberculose promovido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), foi proferida pela enfermeira e assessora do Programa Nacional de Combate à Hanseníase (PNCH), Olga Alencar. O evento acontece hoje e amanhã (10), no hotel Jandaia (rua Barão do Rio Branco, 1271, centro), em Campo Grande. Participam técnicos da SES, Ministério da Saúde, secretarias municipais de Saúde e da Fundação Nacional de Saúde (Funasa).
De acordo com Olga, das 451 unidades básicas de saúde no estado, 154 estão com o PNCH implantado. Entre os componentes do programa a assessora destacou cinco: epidemiologia (sistema de informação), gerenciamento (descentralização, monitoramento e avaliação e desenvolvimento de pessoal), atenção integral ao portador de hanseníase e seus familiares, comunicação e educação e pesquisa.
A hanseníase - também conhecida como lepra ou mal-de-Lázaro - é causada por um micróbio chamado bacilo de Hansen (mycobacterium leprae), que ataca normalmente a pele, os olhos e os nervos.
Mato Grosso do Sul registra, por ano, aproximadamente 650 casos da doença. De acordo com a gerente técnica responsável pelo programa estadual de Tuberculose e Hanseníase, Maria Jesus Nasser Viana, o estado está próximo de atingir a meta estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) - que é de menos um para cada 10 mil pessoas. "Atualmente estamos com 1,7 para cada 10 mil. Nossa expectativa é atingir a meta da OMS em pouco tempo", afirma.
A forma de transmissão da doença é pelas vias aéreas - contudo a infecção dificilmente acontece depois de um simples encontro social. O contato deve ser íntimo e freqüente para que ocorra a transmissão.
Os sintomas da hanseníase são: aparecimento de caroços ou inchados no rosto, orelhas, cotovelos e mãos; entupimento constante no nariz, com um pouco de sangue e feridas; redução ou ausência de sensibilidade ao calor, ao frio, à dor a ao tato; manchas em qualquer parte do corpo, que podem ser pálidas, esbranquiçadas ou avermelhadas e partes do corpo dormentes ou amortecidas.
A hanseníase se apresenta, basicamente, de duas formas: do tipo paucibacilar (com poucos bacilos) com um tratamento mais rápido e uma dose mensal de remédios, durante seis meses. E do tipo multibacilar (com muitos bacilos) com um tempo de tratamento de um ano, além de outros remédios.
Seminário
Durante o evento serão realizadas duas premiações referentes aos trabalhos executados em 2007 em Mato Grosso do Sul. Uma das premiações é inédita: a SES vai entregar troféus e certificados àqueles profissionais que se destacaram nos trabalhos prestados aos doentes. Todos os municípios concorreram.
A outra será dada pela Organização Não Governamental (ONG) alemã Idea. Nesta premiação concorreram apenas os 16 municípios em que a Ong atua. O prêmio será de mil reais em forma de recursos para cada uma das quatro categorias: melhor banco de dados, melhor material educacional, melhor mobilização social e experiência bem sucedida. A premiação acontece nesta terça-feira à tarde.
Confira os vencedores da premiação estadual:
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