Muitas vezes não percebemos que as crianças têm o mesmo problema que os adultos. Por incrível que pareça, os pequeninos também podem sofrer de estresse, ansiedade, e, como conseqüência, alguns chegam a ter queda de fios.
Segundo o médico tricologista Ademir Junior, apesar de não ser algo tão freqüente, quando a calvície em crianças se manifesta, torna-se motivo de muita ansiedade por parte da própria criança em seu meio social, assim como dos pais.
"As principais causas de quedas capilares em crianças estão, geralmente, relacionadas ao estresse. É o caso do eflúvio telógeno (queda de fios devido a um problema emocional ou algum medicamento) e da alopecia areata (queda repentina dos fios), ambos comum em adultos. Estas quedas ocorrem normalmente após algum período de dificuldade para a criança, fazendo com que os cabelos caiam de forma difusa ou localizada", explica o tricologista.
Mas não precisa se preocupar, pois quando ocorre de forma difusa, muitas vezes pode passar despercebida clinicamente e costuma se resolver sem tratamento depois de algum tempo. "Porém, quando se trata da alopecia areata, o quadro se demonstra física e psiquicamente mais sério", afirma o médico.
A explicação do médico é que a alopecia areata infantil também tende a ser mais resistente a tratamentos, principalmente quando os pacientes têm histórico de alergias prévias (de pele, ou respiratórias).
"Casos mais complicados podem ocorrer com a ampliação e a confluência das placas de alopecia, como o desenvolvimento de todo o couro cabeludo e, em situações mais complicadas, com o comprometimento de todos os pêlos do corpo", alerta Ademir .
Os pais devem sempre estar atentos e perceber qualquer modificações na quantidade de cabelos que a criança perde ou no aparecimento de áreas calvas no couro cabeludo. Quanto antes descobrir, mais cedo ele poderá ser tratado e melhores serão os resultados.
Segundo o tricologista, ainda há as perdas de cabelo pelo arrancamento dos fios pelo próprio paciente, conhecida como tricotilomania, um distúrbio que deve ser acompanhado pelo dermatologista em conjunto com o profissional de apoio psicológico.
Ao menor sinal de quedas capilares, os pacientes de qualquer faixa etária devem procurar um profissional especialista em cabelos (tricologista) ou um dermatologista para o diagnóstico adequado e instituição de tratamento precoce. "A atenção precisa ser redobrada nas crianças, em virtude de todo o comprometimento que as perdas capilares podem acompanhar no seu desenvolvimento psíquico", indica o médico.
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