Levante a primeira tampa quem nunca se irritou na hora de lavar aquela leiteira em que o leite fervido "grudou" ou de tirar o queimadinho da carne do fundo da assadeira. Mas, se sua preocupação limita-se aos resíduos de comida que atrapalham a limpeza da louça, é melhor rever seus conceitos sobre esses utensílios.
Afinal, os resíduos que mais deveriam chamar sua atenção são aqueles que desprendem do material usado na fabricação das panelas e podem ser transferidos aos alimentos durante o preparo - indo, literalmente, direto da panela para o prato.
Alguns são benéficos ao organismo, como ferro, cálcio e manganês. Mas, outros são metais tóxicos, como chumbo e níquel. Cozinhar em uma boa panela, portanto, é o primeiro passo para uma refeição alinhada com sua saúde, dizem os especialistas.
O complicado fica por conta do segundo passo: definir de que material ela deve ser feita para ser saudável: cobre, alumínio, aço inoxidável, vidro, barro, pedra-sabão, esmaltada ou com película antiaderente?
Quando for escolher, a dica geral é verificar para quem se vai cozinhar e qual alimento será colocado dentro da panela para se aproveitar o melhor que cada tipo oferece.
"É importante ter disponíveis panelas de materiais variados, porque isso amplia as possibilidades gastronômicas e nutricionais", diz a nutricionista Késia Diego Quintaes, doutora em Alimentos e Nutrição pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), diretora do Serviço de Nutrição e Dietética do Hospital Heliópolis, em São Paulo, e autora do livro Por Dentro das Panelas, da Editora Varela, lançado em 2005.

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