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A recente paralização dos policiais militares no Espírito Santo, com todos os transtornos e mortes decorrentes, tem gerado diversas discussões país afora, especialmente sobre a realidade vivenciada por esses agentes públicos, num cenário que envolve salários e as condições de trabalho. No primeiro caso, alguns consideram a discrepância salarial  ?absurda?. Em relação as condições de trabalho, alguns soldados destacam que chegam a trabalhar 24h por dia. Soma-se a isto o déficit de armas, coletes vencidos, e armas obsoletas. Há quem afirme que a Polícia está sucateada.

Para alimentar o debate, as estatísticas de dois cenários estão sendo lembradas pelas mídias sociais: a proporção número de policiais por cada PM e o salário inicial desses policiais em cada Estado. Mato Grosso do Sul ocupa uma posição intermediária em cada cenário. No Estado, são 493 habitantes por cada PM.  O salário inicial seria de R$  3.556,79, o 16º do país. Neste ítem quando se leva em conta a região Centro Oeste, Mato Grosso do Sul tem o pior salário inicial.

Segundo levantamentos, o Distrito Federal tem o melhor salário de um soldado em início de carreira não apenas na região Centro Oeste, como do país: R$ 6.500,00. Pela ordem os demais são Goiás, R$ 4.570,59 (3º no país), Tocantis, R$ 4.437,08 (5º
 no país) e Mato Grosso, R$ 4.161,78 (8º no país). ?É preciso melhorar e a classe mantém permanente diálogo com este fim?, diz um soldado ouvido pelo Pantaneiro, lembrando que os policiais são proibidos, por lei, de fazer greve, daí a participação dos familiares dos mesmos no movimento reivindicatório no Espírito Santo.

Numa realidade em que assaltantes usam fuzis e policiais armas de calibre 40 e 12, porque são forças que atuam no controle social urbano e controle da ordem, tendo que usar armas de baixo calibre, é certo que as reivindicações são mais do que justas, principalmente onde existem defasagens salariais de anos. Rio de Janeiro e Tocantins estão nesta relação. Por lá os últimos aumentos foram concedidos em 2013. Amapá e Sergipe não concedem reajuste desde 2014. ?Entendo que o problema está no ?como fazer? para que esta realidade seja mudada?, destaca uma fonte consultada.

Outros benefícios

Como em outras categorias, é preciso lembrar que em alguns Estados, além deste ?fixo? os policiais tem gratificações e outras vantagens, ?que dependem de uma série de fatores?, como lembra texto recente do site G1. Em Roraima, por exemplo, o PM tem uma porcentagem de aumento sobre o subsídio quando é destacado para outros municípios (6% para cidades até 100 km da capital, 9% de 101 km até 200 km e 12% para mais de 200 km) e recebe, entre outras coisas, auxílio funeral. No Ceará, as bonificações podem até dobrar a remuneração inicial. Há gratificação por meta de redução de violência, gratificação por apreensão de armas, além de horas extras e diárias.
Dados do G1
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Dados do G1

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