Solidariedade
Grupo de voluntários se reúne para viabilizar projeto que combate a doença em Anastácio
Nesta manhã fria de terça-feira (10), bazar beneficente de roupas novas e seminovas aquece o espírito de solidariedade na Praça Arandu, em Anastácio. O projeto "Depressão, tô fora! Viva a vida" busca recursos para manter o atendimento gratuito àqueles que sofrem com o mal, mas não têm acesso a um tratamento psicológico. O grupo se reúne todas as terças e quintas, das 8 às 10 horas para vender as peças no local.
De acordo com Ciza Pires Batista, 64 anos, diretora e coordenadora do projeto, o trabalho surgiu de uma necessidade pessoal, quando enfrentou a doença em meio à própria família. "Morei dez anos em Goiânia e quando voltei a Anastácio, fui procurar um psicólogo para a filha, que não estava bem, e mesmo com plano de saúde, foi muito difícil conseguir atendimento", relembra.
Diante da longa espera, Ciza percebeu que o acesso ao tratamento, mesmo com plano de saúde, era difícil de conseguir."Esperamos 15 dias, depois mais 30 e quando entrei em contato novamente ao convênio médico, ainda não havia a vaga para atendimento. Pensei: meu Deus, se a gente que tem plano de saúde não consegue um tratamento com psicólogo, imagine as pessoas que não têm essa oportunidade?"
Iniciativa - Há cerca de 3 anos, Ciza conta que havia muitos casos de suicídio em Anastácio. Resoluta em contribuir para mudar essa estatística, a idealizadora do projeto formou um grupo de pessoas com a finalidade de encontrar um psicólogo que oferecesse atendimento pelo menos uma vez por semana.
Hoje, o projeto conta com uma psicóloga, um fisioterapeuta e com Ciza, que ministra aulas de danças circulares, "Há um grupo bastante organizado. As pessoas que passaram pelo projeto já são nossos parceiros e também nos ajudam no trabalho. Realizamos um acompanhamento via WhatsApp junto àqueles que participam do grupo, e mesmo quem já conseguiu voltar ao trabalho, continua a receber acompanhamento", informou.
Ciza conta que o motivo para abrir o bazar de roupas é para organizar a documentação necessária a fim de constituir uma ONG sem fins lucrativos. "A Prefeitura nos deu prazo de 3 anos para que nós apresentássemos a documentação para obter alvará de funcionamento do bazar na praça. Por isso, buscamos os recursos a fim de montar o processo", esclareceu.
Aqueles que querem doar roupas e cobertores para contribuir com a iniciativa, podem buscar a sede do projeto, que fica na Rua Pará, esquina com a Avenida Manoel Murtinho. Ali funciona um bazar permanente, de segunda a sábado, pela manhã.
Os telefones de contato são: 3245-1903 e 99834-3892.
*Com informações de Luiz Guido Jr.
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