"Crime cruel"
Ainda em investigação, assassinato do agente de saúde completa 2 meses
Crime que chocou a comunidade local, hoje completa 2 meses que Antônio Márcio Romero Flores – o Maninho – teve sua vida interrompida no fim de abril após receber golpes de faca em Anastácio. Para a família enlutada que ficou sem o ente querido, o assassino "covarde" e sua arma "cruel" não foram capazes de tirar o "legado de amor" que o funcionário público deixou. Nesse sentido, portanto, Maninho ainda vive "em nossos corações".
"Iremos guardar para sempre o seu bom coração, seu jeito manso de ser, com aquele sorriso fácil e coração gigante, amado por todos. Um pai e avô maravilhoso, profissional exemplar e comprometido com o próximo, que deixou nesta vida terrena um legado incrível, de muito amor, bondade e generosidade. Simplesmente, era uma pessoa sem igual", compartilhou os familiares de Maninho ao O Pantaneiro, em nota de pesar.
Vítima de um assassinato ainda sem solução, o qual a família considera como "pura covardia", hoje resta a imensa saudade desse atleta "Ligeirinho" – no volêi e na vida. Para quem conviveu de perto nos 49 anos desse agente da Secretaria de Saúde de Anastácio, o que mais se espera agora é que a justiça seja feita.
"Lamentamos a morosidade e falta de empenho nos esclarecimentos reais dos fatos ocorridos. Entretanto, nós, familiares e amigos, seguimos em fé pois cremos que ela será feita – principalmente a de Deus, que nunca falha", escreve a nota.
Maninho era o agente de saúde de secretaria de Anastácio que atendia alegre, sempre levando um sorriso ao rosto."Porque na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos um lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também", finaliza a nota com passagem bíblica do livro de João, capítulo 14, versículos 2 e 3.
O crime – Os fatos ainda estão sendo apurados. O que já se sabe, porém, é que Antônio Márcio Romero foi, naquele domingo do dia 25 de abril, atrás do filho na casa da ex-esposa, isso em Anastácio. Ela foi testemunha do esfaqueamento.
Hospitalizado, teve transferência imediata para a UTI (unidade de terapia intensiva) da Santa Casa em Campo Grande devido à gravidade dos ferimentos, que se deram na região do intestino. Entretanto, o agente de saúde faleceu no início da noite de quarta-feira (28), três dias depois do crime. Antônio tinha 49 anos.
Na época, o então suspeito de ser o esfaqueador – e atual marido da ex-esposa de Maninho –, assim como a própria mulher, foram ouvidos pela delegacia de Polícia Civil de Anastácio. Segundo o delegado do caso, o homem disse ter esfaqueado a vítima em legítima defesa, se "esquivando" das agressões cometidas contra ele. De acordo com a família da vítima, porém, não existem indícios de brigas ou desentendimentos nos últimos 7 anos que poderiam motivar o assassinato.
Até o momento, ninguém foi preso e as investigações continuam.
Polícia
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Antecipação
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