Os recentes casos envolvendo supostos abusos cometidos por educadores contra crianças em Mato Grosso do Sul deixaram pais apreensivos. Segundo dados do SOS Criança, cerca de quatro crianças são abusadas sexualmente por dia no estado. A maioria dos episódios envolve parentes próximos e as recentes denúncias em ambientes escolares ganharam destaque.
O professor A.L.O., de 36 anos, foi denunciado pela própria companheira por manter fotos e vídeos de menores nuas.
Já a secretária Vânia Lucia Peregrino Teixeira, mãe de duas filhas, de 9 e 10 anos de idade, que estudam em um dos maiores colégios particulares de Campo Grande, teme pelo tamanho da escola e quantia de funcionários. “O colégio é muito grande, sempre tem gente diferente lá, então sempre falo para minhas filhas nunca aceitarem nada de ninguém e apenas cumprimentarem os funcionários 'homens' com um bom dia ou boa tarde, dependendo da hora, para não dar muita conversa”, resume.
Ela ainda conta que no ano passado flagrou duas garotas se beijando na porta do banheiro da escola. “A minha filha maior ficou tão constrangida que nem chegou a entrar no banheiro, então eu fico preocupada sim!”
Efeitos psicológicos
Conforme a psicóloga Lidiane Cavazana Franco, as crianças que sofrem este tipo de abuso “não entendem a estimulação e por isso podem ficar confusa em relação à própria sexualidade”.
As consequências podem trazer sérios problemas para a criança, como agressividade, isolamento e ainda “traumas que dificultem as futuras relações amorosas, ou qualquer tipo de relação afetiva em que houver contato físico, ou mesmo emocional”, explica Lidiane.
Qualquer criança que sofrer abuso sexual deve ser denunciado. Há vários telefones que podem ser utilizados, como o do SOS Criança: 0800 647 1323 ou (67) 3381-6000, e a prórpia DPCA.