Meteorologia
Região pantaneira bateu recorde de calor, chegando aos 40°C
Novembro encerrou com chuvas 62% abaixo da média histórica em Aquidauana, conforme o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima). A cidade registrou apenas 61,0 mm no período, quando a média histórica é de 160,7 mm.
Os valores observados de precipitação acumulada mensal das estações meteorológicas do INMET e da SEMAGRO e dos pluviômetros automáticos do CEMADEN, indicam que grande parte do Estado teve índices abaixo da expectativa.
O município mais crítico foi Paranaíba, que teve apenas 20 mm de acumulado de chuva mensal, o que representa 87,4% abaixo da média histórica. Por outro lado, o município de Ponta Porã teve 277,6 mm de acumulado de precipitação, representando 29,9% acima da média histórica.
Em Campo Grande foi registrado precipitação acumulada mensal de 91 mm, aproximadamente 55,9% abaixo da chuva histórica.
Dos 31 municípios analisados, 29 municípios tiveram chuvas abaixo da média histórica e 2 tiveram chuvas acima da média histórica. Os municípios de Amambai e Ponta Porã tiveram chuvas acima da média histórica, devido a ocorrência de eventos isolados de precipitação entre os dias 13 e 14 de novembro, onde ocorreram chuvas acima de 150 mm/24h, com destaque para Ponta Porã.

Já em outra análise, os dados mostraram que o mês teve temperaturas extremas, tanto mínimas e máximas para a climatologia, incluindo condições de menor umidade relativa do ar e maior rajada de vento.
A menor temperatura registrada foi 6,5ºC no dia 02, em Sete Quedas, e a maior temperatura registrada foi 40,3ºC no dia 10, em Corumbá. Devido a atuação de uma intensa massa de ar seco a menor umidade relativa do ar registrada foi de 11% em Corumbá no dia 08. Já a maior rajada de vento foi 95 km/h no município de Rio Brilhante no dia 11.
Ainda conforme o Cemtec, no geral, comparado ao mês passado, houve uma intensificação das condições de seca no Estado. Na região leste e nordeste observa-se valores entre -0,8 a acima de -1,6, indicando déficit de precipitação. As regiões mais críticas seguem sendo as regiões pantaneira, bolsão, leste e sudoeste, onde os valores variam entre -0.8 a acima de -1.6.

MEMÓRIA
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