Tragédia
Avião foi apreendido em Aquidauana em 2019 por adulteração
O avião modelo Cessna 175 que caiu nesta terça-feira (23), na região da fazenda Barra Mansa, em Aquidauana e matou quatro pessoas, tinha 67 anos. O modelo foi fabricado em 1958 e não tinha autorização para táxi aéreo.
Segundo o Midiamax, o avião, que era de propriedade do piloto Marcelo Pereira de Barros, só estava autorizado a voar sob regras visuais, durante o dia, já que não tinha equipamentos para voos noturnos.
Dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), apontam que o modelo não tinha permissão para táxi aéreo e tinha capacidade para quatro lugares, sendo três passageiros e o piloto.
Como a aeronave não tinha instrumentos para voar à noite, o piloto tinha de se orientar pelo horizonte e pelo solo.
O motor original da aeronave era GO-300 com resolução de engrenagem de fábrica. O peso máximo de decolagem é de 1.066 kg. A data da compra do avião é de 9 de março de 2015.
Já a classificação segundo a Anac é de pouso convencional com um motor convencional.
O fabricante do avião é o Cessna Aircraft, e o número de série é 55662. A aeronave está no nome de Marcelo Pereira de Barros.
Ainda, o avião já havia sido apreendido por irregularidades durante a Operação Ícaro, em 2019.
O piloto Marcelo Pereira de Barros era dono da aeronave.
Conforme informações, a aeronave foi apreendida em 2019 no Aeroclube de Aquidauana. Submetida a exames periciais, foi comprovado que estava em desacordo, apresentando plaquetas de identificação com indícios de adulteração, além de estar operando com certificado de aeronavegabilidade cancelado.
A aeronave ficou em poder do Dracco por três anos, sendo devolvida em 2022 para o piloto e proprietário Marcelo.
Resgate dos corpos
O resgate dos corpos da aeronave que caiu na região da fazenda Barra Mansa, em Aquidauana, demorou cerca de 9 horas. Na queda do avião, morreram quatro pessoas carbonizadas.
Os corpos foram levados para o IML (Instituto de Medicina e Odontologia).
O trabalho de resgate foi demorado devido ao local de difícil acesso. O resgate demorou cerca de 9 horas e três militares e uma viatura estavam empenhadas no trabalho. Os corpos chegaram ao IML de Aquidauana por volta das 7h30 da manhã desta quarta-feira (24).
Os corpos devem ser identificados por exames de DNA para depois serem entregues à família. A queda da aeronave ocorreu no início da noite de terça-feira (23).
Há suspeita de que a queda da aeronave tenha sido causada por uma manobra que o piloto tentou fazer: arremeter a aeronave, que acabou perdendo altitude, caindo em seguida.
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