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Política

Veja como mudou votação presidencial em Aquidauana desde 2010

No município, última vitória do PT no segundo turno das eleições para presidente da República foi há 16 anos, com Dilma Rousseff; maior diferença em desfavor do partido aconteceu em 2018, mas a margem voltou a cair nos dois últimos pleitos

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Números mostram que Aquidauana mantém uma disputa equilibrada ao longo dos pleitos, apesar da última vitória do PT no segundo turno ter ocorrido há 16 anos / Roberto Jayme/TSE

Os resultados das eleições presidenciais em Aquidauana mostram como a disputa entre os candidatos mudou ao longo de cinco pleitos. Considerando os segundos turnos de 2010 a 2026, o município registrou alternância nas margens de votação, com a última vitória do PT em 2010 e resultados favoráveis aos adversários do partido nas quatro eleições seguintes.

Em 2010, Dilma Rousseff (PT) venceu José Serra (PSDB) no município por 936 votos. A petista recebeu 11.706 votos, equivalentes a 52,08% dos votos válidos, enquanto Serra somou 10.770, ou 47,92%. Foi a última vitória de um candidato à Presidência de esquerda no município - considerando apenas o segundo turno.

Quatro anos depois, a disputa ficou ainda mais apertada, mas o resultado já se inverteu. Aécio Neves (PSDB) recebeu 11.506 votos, correspondentes a 50,17% dos votos válidos, contra 11.426 de Dilma, que obteve 49,83%. A diferença foi de apenas 80 votos, a menor registrada entre os cinco segundos turnos analisados.

Diferença aumentou em 2018

Em 2018, Jair Bolsonaro, então candidato pelo PSL, venceu Fernando Haddad (PT) por 2.650 votos em Aquidauana. Bolsonaro recebeu 12.369 votos, o equivalente a 56% dos votos válidos, enquanto Haddad teve 9.719, ou 44%. Foi a maior diferença entre as eleições consideradas no levantamento.

Na disputa seguinte, em 2022, a margem voltou a diminuir. Bolsonaro, já pelo PL, obteve 12.803 votos, correspondentes a 51,48% dos votos válidos. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 12.066 votos, ou 48,52%. A vantagem do candidato do PL foi de 737 votos.

Em 2026, a diferença ficou próxima da registrada quatro anos antes. Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 13.384 votos em Aquidauana, o equivalente a 51,48% dos votos válidos, contra 12.614 votos de Lula, que ficou com 48,52% no pleito do último domingo (25). A vantagem foi de 770 votos.

Histórico revela diferentes cenários eleitorais

A comparação mostra que as disputas presidenciais em Aquidauana não seguiram uma trajetória linear. Depois da diferença mínima registrada em 2014, a vantagem do adversário do PT aumentou em 2018 e voltou a ficar abaixo de 800 votos nas duas eleições seguintes, já com Lula.

Em termos percentuais, a diferença entre os dois candidatos foi de 4,16 pontos percentuais em 2010, quando Dilma venceu; caiu para 0,34 ponto em 2014, quando Aécio venceu; chegou a 12 pontos em 2018; e ficou em 2,96 pontos tanto em 2022 quanto em 2026.

 

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