Política
Mandados cumpridos em Bonito foram direcionados a endereços ligados a investigados; segunda fase da operação foi deflagrada nesta semana
Publicado em 15/08/2026 às 08:38
A Prefeitura de Bonito não é alvo da Operação Auditus, deflagrada na quinta-feira (13) pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) para investigar suspeitas de fraudes em contratos de serviços médicos. Apesar de Bonito estar entre os municípios onde foram cumpridas ordens judiciais, nenhuma secretaria, departamento ou setor da administração municipal foi alvo das diligências.
Em Bonito, os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços relacionados a pessoas investigadas, e não em prédios públicos ou repartições da prefeitura. A presença do município na relação das cidades onde houve cumprimento de ordens judiciais, portanto, não significa que a administração municipal seja investigada na operação.
A segunda fase da Auditus cumpriu cinco mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão em Nioaque, Bonito, Jardim, Bela Vista e Guia Lopes da Laguna.
De acordo com o MPMS, a investigação tem como foco um suposto esquema envolvendo contratos firmados pela Prefeitura de Nioaque para a prestação de serviços médicos, incluindo consultas, exames e procedimentos.
Prefeitura de Nioaque já havia levado questionamentos ao MP
A primeira fase da Operação Auditus foi deflagrada em 01 de julho de 2025, com o cumprimento de 10 mandados de busca e apreensão. Quase três meses antes, a administração de Nioaque já havia encaminhado ao Ministério Público questionamentos sobre o contrato que passou a ser investigado.
Conforme documento obtido pelo O Pantaneiro, um ofício da Secretaria de Governo de Nioaque, datado de 03 de abril de 2025, apontou possíveis inconsistências identificadas durante a análise de documentos referentes ao contrato entre o município e a empresa Prontomed.
Assinado pelo secretário de Governo Hermenegildo Santa Cruz Neto, o Ofício nº 35/GAB/SEGOV foi apresentado em resposta a uma solicitação anterior do Ministério Público e complementou outro documento encaminhado pela Prefeitura de Nioaque. No texto, após analisar documentos disponíveis no próprio paço municipal, a administração nioaquense identificou questões que poderiam “merecer uma melhor análise” do Ministério Público.
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