Grave
Jovem morre em Minas Gerais e preocupação aumenta
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Minas Gerais entende que é preciso dar uma resposta aos crimes que estão acontecendo dentro do jogo Baleia Azul. A atuação, segundo o órgão, deve extrapolar o ambiente da investigação e atingir crianças e adolescentes nas escolas, fomentando discussões nesses espaços de conscientização para que as pessoas não embarquem neste tipo de jogo.
O posicionamento do órgão surge em decorrência da morte do jovem Gabriel Antônio dos Santos Cabral, de 19 anos, encontrado sem vida após ingerir remédios em Pará de Minas, na região central do Estado, ao que tudo indica por conta do envolvimento com o jogo.
“Precisamos de uma ação efetiva que identifique esses criminosos. Além do crime de instigar o suicídio, podemos ter uma formação de quadrilha, com pessoas incentivando e gerindo esse tipo de jogo, e também o crime de ameaça”, diz o presidente da Comissão de Crimes Eletrônicos da OAB de Minas Gerais, Luis Felipe Silva Freire.
Ele espera que medidas judicais sejam adotadas para tirar do ar o conteúdo produzido no âmbito do jogo, que surgiu na Rússia, mas já chegou no Brasil e tem o objetivo de ordenar pela internet, por meio de grupos em programas como facebook e WhatsApp, tarefas perigosas aos membros, até o desafio final, de tirarem a própria vida.
Segundo a mãe do jovem Gabriel, Maria de Fátima Santos, de 37 anos, isto pode ter acontecido, pois no enterro do filho inúmeras pessoas disseram a ela que os membros do grupo faziam ameaças, dizendo que só existem duas formas de sair do jogo. Ou se matando ou admitindo a possibilidade de alguém fazer mal ao jogador ou a alguém de sua família.
DESPEDIDA
Velório reuniu familiares, amigos e moradores na Pax Universal; artesão morreu aos 72 anos
MEIO AMBIENTE
Restrição começou nesta quinta-feira na bacia do Paraguai; período segue até 28 de fevereiro de 2027
Voltar ao topo