Campo Grande
Manifestantes pedem intervenção militar e dizem não aceitar o resultado das eleições
Em Campo Grande, manifestantes alugaram tendas, banheiros químicos, trio elétrico com som e fazem churrasco em frente ao CMO (Comando Militar do Oeste). A estrutura montada no local, é para atender os eleitores do presidente Jair Bolsonaro (PL), que não aceitam o resultado das eleições, que definiu Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como novo presidente do Brasil.
Conforme o Campo Grande News, os participantes do ato indicaram que os custos do acampamento são financiados por ruralistas, empresários e “patriotas”, que inclui três refeições diárias, com fardos de água e refrigerante, instalação de gerador de energia, e até um guindaste usado para hastear a bandeira do Brasil.
Todos indicam que os materiais advém de doação. O empresário Rodrigo Lins, de 39 anos diz que não tem financiamento específico.
“Foi tudo doação e arrecadação. Desde ontem estávamos arrecadando recursos para ajudar os motoristas de caminhão nas BRs, mas como eles dispersaram utilizamos aqui. Tem vários empresários, pecuaristas e patriotas ajudando, não é um financiamento de alguma pessoa especifica”.
Os participantes do manifesto querem intervenção militar e dizem que vão continuar no local, por tempo indeterminado. Conforme o site, o grupo conta com apoio de parlamentares de Mato Grosso do Sul alinhados ao governo Bolsonaro, como os deputados João Henrique Catam (PL), Evander Vendramini (PP), Renan Contar (PRTB) que perdeu a eleição para o governo e o deputado federal eleito Marcos Pollon (PL).
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