Campo Grande
Julgamento ocorreu nesta sexta-feira
O serial killer, Cleber de Souza Carvalho, foi condenado a 24 anos de prisão pela morte de Hélio Taíra, encontrado morto e concretado. Esse foi o último de 7 julgamentos. Com a condenação desta sexta-feira, dia 12, Cleber cumprirá ao todo 120 anos de prisão, em regime fechado, por sete homicídios e ocultação de cadáveres.
Conforme o Midiamax, durante seu depoimento, Cleber tentou justificar a morte de Hélio dizendo “se ele não tivesse vindo para cima de mim...”. Demonstrando tranquilidade, ele explicou que conheceu o idoso, que na época tinha 73 anos, pouto tempo antes de um irmão da vítima.
No dia do crime, Cleber e Hélio estavam trabalhando em uma obra e era a terceira vez que trabalhavam juntos. Ainda segundo o relato do serial killer, a briga que acabou na morte de Hélio teria começado após ele ‘mexer’ com uma criança que passava na rua.
Cleber relatou que pediu respeito ao idoso, na época, o mandando embora. Em seguida, entrou para a residência para terminar de concretar um piso, quando viu Hélio entrar na casa com um facão nas mãos falando, “você é bichão mesmo?’.
Sete vítimas do serial killer
As investigações foram feitas pela DEH (Delegacia Especializada em Homicídios) e Cleber apontou onde estavam alguns dos corpos das vítimas. Em julho do ano passado, Cleber foi condenado a 18 anos de reclusão pela morte de José Jesus de Souza, o ‘Baiano’, assassinado aos 44 anos. Foram 16 anos e 6 meses pelo homicídio e um ano e 6 meses por ocultação de cadáver.
Em maio de 2022, foi determinado redimensionamento da pena definitiva de Cleber, pelo homicídio de Timótio Pontes Roman, de 62 anos. Inicialmente decretada em 18 anos de prisão, a pena foi reduzida para 15 anos e três meses, além dos 10 dias-multa. A decisão foi da 3ª Câmara Criminal.
Em depoimento, Cleber disse que matou Timótio por causa da dívida com um agiota que já estava em R$ 18 mil. Após isso, Cleber relatou que pegou o idoso pelo pescoço e o jogou dentro do poço.
Outra vítima do pedreiro foi José Leonel Ferreira, morto aos 61 anos. Cleber foi condenado a mais 18 anos e 6 meses de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Os jurados ainda determinaram a absolvição da esposa do pedreiro, Roselaine. No plenário, ela contou que acreditou no marido quando ele disse — após o crime — que tinha comprado a casa de José Leonel. O réu teria dito que o idoso tinha mudado de bairro.
Cleber também sentou no banco dos réus pelo assassinato de Roberto Geraldo Clariano no dia 1º de fevereiro de 2022. Roberto foi assassinado em 2018, quando o pedreiro o contratou para um serviço no terreno na Avenida José Roberto Barbosa, no Recanto dos Pássaros. O serial killer foi condenado a 15 anos de prisão pelo assassinato.
Os dois teriam discutido e, com uma pancada na cabeça usando o cabo de uma picareta, Roberto foi assassinado. Apesar de ter afirmado que Roberto é a vítima, a confirmação da identificação da vítima será feita após os exames periciais.
Na época do desaparecimento, a namorada registrou um boletim de ocorrência. Ele disse que faria um frete. O Gol de ‘Cenoura’ foi localizado na frente da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) da Vila Almeida. O vizinho conta que o homem trabalhava como vendedor e com serviços gerais e costumava deixar as chaves da casa com ele para visitar os irmãos em Goiás.
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