Preservação
As queimadas foram menores neste ano, se comparado ao mesmo período do ano passado (2022)
Mato Grosso do Sul reduziu 62% as queimadas do bioma Pantanal, neste ano, em relação ao mesmo período do ano passado (2022). Além disso, 55% das queimadas no Cerrado foram reduzidas, as informações são do boletim de Monitoramento de Incêndios Florestais, elaborado pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de MS (Cemtec/MS), em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de MS (CBMMS), publicadas na última sexta-feira (1º).
Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), três municípios de MS concentram mais de 93% dos focos de calor do Pantanal, sendo que Corumbá possui 73,5%, Aquidauana, 10,1% e Rio Verde de Mato Grosso, 9,5%.
Com este cenário, o CBMMS informa que já está em atuação na área pantaneira que registram focos de incêndio desde maio, foram empregados um efetivo de 93 bombeiros e bombeiras militares na ação de prevenção, preparação e combate aos incêndios florestais.
Segundo as informações do boletim meteorológico semanal do Cemtec, entre os dias 1º e 3 são previstas altas temperaturas, com valores que podem atingir os 39ºC e umidade relativa do ar entre 10-30%, com destaque para a região pantaneira, sudoeste e norte de Mato Grosso do Sul.
“Essas condições toram o ambiente atmosférico propício para a ocorrência de incêndios florestais. Porém, a previsão indica tempo instável para os próximos dias, com chuvas e tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento em grande parte do estado”, informa o boletim.
Apesar de grande parte do estado estar com risco mínimo de fogo, as regiões do pantanal norte e sudeste o risco de fogo encontra-se alto e crítico para o dia 04, às 14h, pontua o monitoramento de fogo.
Fonte: INPE
Fonte: CBBMSMesmo com a diminuição do registro das queimadas deste ano em MS, de 1985 a 2022, período de 38 anos, o Pantanal de Mato Grosso do Sul teve 1,5 milhão de hectares deteriorados, é o que indica o Mapeamento Anual de Cobertura e Uso da Terra no Brasil (MapBiomas). O levantamento foi publicado na última quinta-feira (31).
A pesquisa indica que, em 1985, o desmatamento do cerrado era de 34% e, hoje, a área desmatada está com 50% desflorestada. Na prática, o aumento significa que o tempo modificou a vegetalidade de ao menos 32 milhões de hectares.
O projeto MapBiomas foi pensado pelo Observatório do Clima, co-criado e desenvolvido por uma rede multi-institucional que envolve universidades, ONGs e também empresas de tecnologia com o propósito de mapear anualmente a cobertura e uso da terra do Brasil e monitorar as mudanças do território.
O levantamento aponta o motivo da redução do verde: progressão da agropecuária, que, 38 anos atrás, por exemplo, ao menos na região pantaneira ocupava 5% do território e, hoje, 15%, ou seja, três vezes mais.
Fonte: MapBiomas
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