Trajetória
Aprovada no concurso para o Corpo de Bombeiros Militar de MS, Larissa Lima, de 24 anos, acredita que o projeto militar foi de grande importância para realização de seu sonho
A anastaciana Larissa Lima, tinha apenas 8 anos quando passou a sonhar com uma carreira militar. Lima conta que, de forma mais precisa, o sonho nasce quando a garotinha (uma criança na época) presenciou um desfile cívico-militar e, na ocasião, ficou deslumbrada com os jovens fardados desfilando em nome da Patrulha Mirim (Projeto encabeçado pela Polícia Militar de Mato Grosso do Sul).
“Eu me encantei com aquela cena e foi ali que começou toda a paixão pelo militarismo”, conta Larissa Lima.
Com isso, a então sonhadora começou a se informar sobre o funcionamento do projeto e como poderia fazer parte daquilo tudo, que para ela, tratava-se de um horizonte de possibilidades, sonhos e realizações. Ao jornal O Pantaneiro, Lima conta que na época em que cogitou integrar o Projeto Patrulha Mirim, a concorrência era grande.
“Na época era muito concorrido e, para poder ingressar, precisava passar por uma seleção e eram pouquíssimas vagas. A minha mãe foi até a sede do projeto (que era em Anastácio), deixou o meu nome e o número de telefone, a coordenadora do projeto disse que assim que tivesse vaga entraria em contato”, relembra.
Larissa diz que, após este episódio, os dias passaram devagar e cada vez que o telefone de sua mãe tocava, o coração acelerava com a expectativa da possibilidade de a ligação ser o Projeto convocando-a para integrar a equipe. A longa espera levou a sonhadora menina para as ruas.
“Então, um dia cansei de esperar, vesti minha calça jeans, camiseta branca e tênis (era assim que os patrulheiros mirins se vestiam), e fui até a sede do projeto. Quando cheguei lá pessoalmente, falei sobre a minha vontade em integrar o projeto e a coordenadora, na época a Sargento Inês, fez minha matrícula no mesmo instante e passei a fazer parte daquilo”, recorda, Lima.
A pequena Larissa, havia finalmente realizado um de seus sonhos: era uma Patrulheira Mirim.
Graças ao projeto, na época ainda uma pequena sonhadora, houve a possibilidade de vivenciar diversas instruções, como o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd), atividades de Educação Física, conscientização do Meio Ambiente, Ordem Unida e outras matérias, segundo Larissa.
Arquivo Pessoal
“Queria ressaltar a importância desse projeto para a minha aprovação, pois foi lá que consegui ter uma base sobre a carreira do militarismo”, afirma.
Após cinco anos contribuindo com o projeto, a anastaciana começou sua trajetória para se tornar uma militar. Em 2017, ela terminou o ensino médio e renunciou a faculdade para dedicar seu tempo aos estudos, sempre visando alcançar um concurso público que a levasse à carreira militar.
Um ano depois, em 2018, foi sua primeira tentativa e, apesar de ter sido aprovada em um concurso, não conseguiu ser classificada nas vagas disponíveis. A então concurseira não desistiu de seu sonho e decidiu que iria aprimorar seus conhecimentos.
Entrou no ensino superior público e, junto com a faculdade, deu início uma odisseia que obrigou a estudante a conciliar a vivência acadêmica com a jornada de estudos preparatórios para concursos públicos, em dedicação total ao seu sonho.
“Eu tinha certeza que precisaria ter um pouco mais de conhecimento para o próximo concurso, então ingressei na faculdade, no curso de Administração da UFMS – Campus de Aquidauana, no ano de 2018, onde estudei por 4 anos e me formei no ano de 2022. Durante essa jornada, eu ia dividindo o meu tempo entre a faculdade e o concurso, foram dias tensos de muito estudo, estudava de domingo a domingo sem parar, sempre com a certeza de que meu dia ia chegar e todo esforço iria valer a pena”, comenta Larissa.
Hoje, após 6 anos de estudo, ela realizou mais um sonho: foi classificada como uma das primeiras colocadas do concurso do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS). Larissa diz que já passou por todas as etapas, classificada em todas, agora resta apenas a homologação para ser chamada ao curso de formação.

Apesar da conquista e realização, Lima conta que teve que passar por diversos sacrifícios e renunciar a muitas coisas para focar nos seus objetivos. Tinha que estudar e, na última fase do concurso, com 7 dias para a prova, ela sofreu uma fratura em seu dedo do pé.
“Mas o que era um dedo quebrado perto da realização de um sonho, né? Entao fiz a prova com o dedo quebrado mesmo. E me superei em todas as provas (Corrida, natação, flexão, abdominal, escalada de 12 metros, corrida com peso). Eu precisava conseguir. Porque esse sonho foi Deus quem colocou no meu coração”, recorda, Larissa.
Por fim, após toda trajetória vem a recompensa.
“Me sinto realizada. Essa vitória foi minha e da minha família. Porque eles tiveram esse sonho junto comigo. Os meus pais sempre me apoiaram para que eu não desistisse”, agradece Larissa.
TRÂNSITO
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METEOROLOGIA
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