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Caso Dinho Vital

Justiça arquiva investigação sobre suposto crime de mando envolvendo ex-prefeito de Anastácio

Ministério Público não encontrou provas suficientes para o prosseguimento do caso

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A Justiça de Mato Grosso do Sul homologou o arquivamento da investigação que apurava o possível envolvimento do ex-prefeito de Anastácio, Douglas Melo Figueiredo, no assassinato do suplente de vereador Wander Alves Meleiro, conhecido como Dinho Vital. A decisão foi baseada na falta de elementos mínimos que justificassem o prosseguimento do processo.

A investigação foi conduzida pelo Ministério Público Estadual e teve como objetivo esclarecer se o crime, ocorrido em 8 de maio de 2024, na rodovia BR-262, teria sido encomendado. No entanto, segundo os autos, não foram encontradas provas documentais ou testemunhais que indicassem a participação de Figueiredo ou de outros agentes públicos no suposto crime de mando.

O inquérito apontou como autores diretos do homicídio Valdeci Alexandre da Silva Ricardo e Bruno César Malheiros dos Santos. Contudo, as diligências realizadas não conseguiram comprovar que o assassinato foi ordenado por terceiros.

Diante da ausência de indícios suficientes, o Ministério Público decidiu pelo arquivamento do Procedimento Investigatório Criminal, e a Justiça acatou o pedido. Apesar disso, conforme previsto no artigo 18 do Código de Processo Penal, novas diligências poderão ser realizadas caso surjam novos elementos que justifiquem a reabertura do caso.

A decisão foi assinada pelo juiz Luciano Pedro Beladelli, da 1ª Vara da Comarca de Anastácio.

Histórico do caso

Em maio de 2024, a Operação do Ministério Público mobilizou agentes para investigar o assassinato de Dinho Vital, que foi executado a tiros próximo à Chácara do Gaúcho, em Anastácio. A suspeita inicial era de que o crime teria motivações políticas e envolvimento de figuras públicas, incluindo o ex-prefeito e dois policiais.

A repercussão do caso foi grande, levando a intensas investigações. No entanto, com a falta de provas concretas ligando os investigados ao crime de mando, o procedimento foi encerrado sem denúncia formal contra os suspeitos.

A defesa de Douglas Melo Figueiredo sempre negou qualquer envolvimento no caso, sustentando que não havia fundamentos para a acusação. Com o arquivamento, o ex-prefeito não responde mais à investigação relacionada ao homicídio de Dinho Vital.

(Reportagem baseada em documentos judiciais e fontes oficiais).

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