PISCICULTURA PANTANEIRA
Iniciativa recebeu R$ 4,4 milhões da Finep; pesquisa prevê novas tecnologias e capacitação de agricultores familiares
Publicado em 03/11/2026 às 08:48
Projeto visa desenvolver tecnologias voltadas à criação de pacu no Pantanal / Divulgação
Um projeto coordenado por pesquisadores da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), em Aquidauana, recebeu aprovação para desenvolver tecnologias voltadas à criação de pacu no Pantanal.
A iniciativa será executada em parceria com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), com foco, também, na transferência de conhecimento para agricultores familiares. O Panteq (Programa de Avanço Tecnológico de Espécies Piscícolas do Pantanal) teve R$ 4.442.638,94 aprovados pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).
A coordenação está sob responsabilidade da professora Cristiane Meldau de Campos Amaral, e o projeto está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Zootecnia e ao Centro de Excelência em Ciência Animal, na unidade da UEMS em Aquidauana.
A proposta é desenvolver e validar uma plataforma tecnológica para melhorar o bem-estar, a sanidade e a qualidade da produção de pacu, espécie nativa do Pantanal. O trabalho também busca aprimorar protocolos de criação, reduzir perdas e agregar valor ao pescado.
O programa está organizado em cinco frentes. Entre elas estão o desenvolvimento de práticas de manejo e biosseguridade, o uso de produtos naturais para reduzir o estresse dos peixes e melhorar sua saúde, além de estudos para aprimorar a qualidade e a conservação da carne.
Outra etapa prevê testar as tecnologias em condições reais de produção, com apoio de produtores parceiros. O projeto também inclui capacitação de agricultores familiares, técnicos e estudantes, além da elaboração de manuais e materiais educativos.
Para o coordenador do NIT-UEMS (Núcleo de Inovação Tecnológica), Fábio dos Santos Barros, a aprovação representa um avanço na aproximação entre pesquisa científica e necessidades dos produtores.
“O Panteq demonstra a importância dos investimentos em pesquisa aplicada para o desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas às necessidades da sociedade”, afirma.
Ele destaca que a integração entre pesquisa, validação de tecnologias e transferência de conhecimento pode fazer com que os resultados cheguem à produção. Segundo Barros, a iniciativa está alinhada à missão do núcleo de promover a inovação e ampliar a aplicação prática das pesquisas.
“Trata-se de uma iniciativa que fortalece o papel da universidade no desenvolvimento regional, especialmente ao valorizar a piscicultura de espécies nativas e a agricultura familiar”, completa.
A equipe reúne pesquisadores das duas universidades. Pela UEMS, participam docentes das unidades de Aquidauana e Dourados. A UFMS integra o projeto por meio de professores do câmpus de Campo Grande. A expectativa, de acordo com a equipe, é que os resultados contribuam para fortalecer a criação de espécies nativas e ampliar o acesso dos produtores a tecnologias desenvolvidas na própria região.
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