UFMS
O trabalho iniciado em 2013 já reuniu informações sobre plantas terrestres e aquáticas
Não há como proteger as plantas e animais que ignoramos ou nem sabemos que existem, por isso o conhecimento é um dos maiores aliados na conservação da biodiversidade. Foi acreditando no poder da informação e da ciência que pesquisadores da Universidade, preocupados com a conservação e uso sustentável dos recursos naturais, iniciaram o projeto Flora e fauna da Serra de Maracaju e Pantanal: Conhecer para preservar. A partir daí, decidiram buscar soluções para um problema recorrente na região Centro-Oeste do Brasil: a falta de informações que permitam o desenvolvimento de programas de conservação e manejo.
O trabalho iniciado em 2013 já reuniu informações sobre plantas terrestres e aquáticas, vários grupos de invertebrados como abelhas, libélulas, borboletas, besouros e formiga-leão, e também vertebrados, como anfíbios, répteis, aves e mamíferos. “Ampliamos o conhecimento da distribuição de várias espécies, algumas registradas pela primeira vez no estado e com isso, contribuímos para o conhecimento da biodiversidade do Mato Grosso do Sul”, explica a professora.
Dentre os levantamentos, há registro de 97 espécies de árvores e arbustos terrestres, 128 espécies de plantas aquáticas; 41 espécies de libélulas; 45 espécies de anfíbios; 82 espécies de répteis, e 135 espécies de aves. Os resultados já publicados também revelam informações sobre padrões de distribuição e de produção de flores e frutos ao longo do ano.
O projeto conta com pesquisadores de diversas áreas da biologia e ecologia. A equipe atual é composta por sete professores e um pós-doutorando da UFMS, além de pesquisadores da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, Universidade Federal da Grande Dourados, Universidade Estadual de Goiás e vários alunos de graduação e pós-graduação, contribuindo assim para a formação de recursos humanos no Estado.
Um dos resultados do projeto foi o registro de espécies ameaçadas ou vulneráveis à extinção, como arara-azul-grande (Anodorhynchus hyacinthinus), papagaio-galego (Alipiopsitta xanthops), o cumbaru (Dipteryx alata) e a aroeira (Astronium urundeuva). Também houve novos registros de espécies de libélulas para o estado (Aphylla molossus, Erythemis mithroides e Oxyagrion basale), além de informações inéditas sobre uso de habitat por mamíferos (capivaras e uma espécie de roedor, Thrichomys fosteri) e de recursos alimentares por diversas espécies de aves.
MS-345
MS-345, conhecida como Estrada do 21, é considerada importante para o turismo sul-mato-grossense; edital prevê diagnóstico e projetos de engenharia, sem execução de obras nesta etapa
OPORTUNIDADES
Oportunidades contemplam vagas locais e regionais; atendimento ocorre das 07h às 13h
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