Maria de Lourdes Medeiros Bruno
“NÃO LEMBRO DE QUE RAÇA ELE ERA...
MOMENTO 6
...porque não faço diferenças, eu gosto de todas as raças humanas e de animais. Eis um posicionamento bem presente, hoje. Não sendo, bem que poderia ser. (A mulher que matou os peixes,Clarice Lispector).
Bichos de quatro patas de escamas ou não. De pelos, penas e plumas .Feios ou bonitos, sempre tiveram espaços na vida da Escritora. E a presença dos animais sempre fizeram bem ao leitor, durante a leitura do livro porque foram tratados com a mais pura sensibilidade e carinho. Até os mais nojentos!
O cotidiano de cada um, com hábitos incomuns para os seres humanos, mas próprios para eles, transparece nos momentos criados.
As características dos bichos delineadas, nas cores, nos movimentos , e nos gestos que em determinadas colocações pesam e doem bem fundo no coração daqueles que gostam do bichinhos
Uma outra situação apresentada é o do abandono por forças das circunstâncias profissionais: mudança de país. Hotel que não aceita animais. Em fim tudo aquilo que possa indicar inexorável separação, Clarice Lispector relata com sensibilidade e certa tristeza do ato em si. Mas sempre arrumando um local para o bichinho ficar...Latidos também são palavras, para o aconchego da alma.
No encantamento da obra A Mulher que matou os peixes, há uma ilha paradisíaca e bem colorida, bem cheia de peixes, das mais variadas espécies,e pássaros onde a autora relata cada pedaço de uma paisagem infinita aos olhos de quem lê:”Pelo ar sempre novo,pelo capim chamado sapê, que parece cantar ao vento,pela cidade das borboletas.”.
Tudo leva a crer que a ilha é encantada mesmo.
Quer saber mais?
É só ler o livro!
Maria de Lourdes Medeiros Bruno
Bibliografia:
LISPECTOR Clarice .A mulher que matou os peixes.Lelivros.info
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