Maria de Lourdes Medeiros Bruno
CLARICE LISPECTOR: COM POESIA, SENTIMENTO E GRAÇA.
Eis uma escritora com momentos literários variados e coloridos.
Tudo, em Clarice Lispector, ressurge de textos para textos. Ou melhor de palavra para palavra, com reflexões, diante de cada situação relacionada a obra em que se está lendo.
Há cromatismos na descrição de uma ilha, em “A mulher que matou os peixes”, um exemplo:
“No fundo do mar é azul e de todas as outras cores também por causa dos ouriços coloridos e das estrelas-do-mar e pelas algas que se movem dando esse colorido ondulante.” Página :19 (Lêlivros)
Por um outro lado há indagações e questionamentos existenciais, como no livro Água viva, na página 10: “Meu tema é o instante?” E mais adiante: “A palavra é objeto?” (idem,página 13) entre tantas outras perguntas que levam à reflexões diante do cotidiano do homem.
Já em outras obras, há uma variedade de situações, envolvendo a vida e a complexidade do ato de viver. Encontram-se também um momento para as flores onde as característcas de algumas são apresentadas:
“Rosa é a flor feminina que se dá toda e tanto que para ela só resta a alegria de se ter dado.Seu perfume é mistério doido.” Água viva, Página 68.
“Já o cravo tem uma agressividade que vem de certa irritação.São ásperas e arrebitadas as pontas de suas pétalas.” Idem obra e página citadas exemplo anterior.
Há outros exemplos a serem citadas nos mais inovadores momentos literários.
Em cada página há uma vida a ser contemplada.
Lispector Clarice, Água viva. Rio de Janeiro: editora, Artenova.
LISPECTOR Clarice. A mulher que matou os peixes. Lelivros. info.
Maria de Lourdes Medeiros Bruno
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