Maria de Lourdes Medeiros Bruno
1968
4 de maio
“A ALEGRIA MANSA – TRECHO” (2º momento)
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“A chuva também não agradece nada. Não sou uma coisa que agradece ter se transformado em outra. Sou uma mulher, sou uma pessoa, sou uma atenção, sou um corpo olhando pela janela. Assim como a chuva não é grata por não ser uma pedra. Ela é uma chuva. Talvez seja isso que se poderia chamar de estar vivo. Não mais que isto, mas isto: vivo. E apenas vivo é uma alegria mansa.”
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Bibliografia:
CLARICE, LISPECTOR. A Descoberta do Mundo. Rio de Janeiro. Editora Nova Fronteira. 1984. Página: 131.
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